Existe uma crença que irmãos mais velhos tendem a ser mais inteligentes. E aparentemente ela não é apenas um senso comum. Uma matéria do The Economist explica que os primogênitos realmente costumam se sair melhor em padrões como escolaridade e renda e que essa diferença de sucesso vem sendo estudada há décadas. Em 2005, um estudo feito na Noruega constatou que irmãos mais novos tendem a abandonar os estudos mais cedo, independente do gênero e tamanho da família, ganham menos na vida adulta e têm maior tendência a engravidar na adolescência. Mas qual é a explicação por trás desse fenômeno?
Por que irmãos mais velhos são mais “inteligentes”?
Um novo artigo feito por pesquisadores dos Estados Unidos, China e Dinamarca oferece uma explicação: germes. A hipótese dos autores é que os filhos mais velhos funcionam como vetores, expondo seus pais e irmãos mais novos a doenças. Segundo dados administrativos da Dinamarca, irmãos mais novos têm duas a três vezes mais chances do que os mais velhos de serem hospitalizados por doenças respiratórias graves no primeiro ano de vida.
Os autores descrevem como essas doenças nos primeiros meses de vida podem prejudicar o desenvolvimento cerebral direta e indiretamente. Eles ainda encontraram uma relação causal entre exposição precoce a doenças e salários mais baixos na vida adulta.
Mas essa questão das doenças é apenas parte da explicação. Os autores também apontam o comportamento dos pais como um dos motivos para o sucesso maior dos primogênitos. Segundo dados dos Estados Unidos, os filhos mais velhos desfrutam de 20 a 30 minutos a mais por dia de tempo de qualidade com os pais em comparação aos segundos filhos.
“Pesquisadores estimam que os pais tentam dividir a atenção de forma equilibrada entre os filhos em cada momento — o que significa que os primogênitos acabam acumulando mais ao longo da infância, já que os filhos seguintes exigem muitos cuidados”, explica o The Economist.




