O “quadro de funcionários” do Governo de Donald Trump teve uma baixa considerável na semana passada. Joseph Kent, até então chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, anunciou sua saída do cargo. A parte mais impactante nem a saída em si, mas o motivo. Kent fez questão de anunciar que estava saindo por não concordar com a postura do presidente Trump envolvendo a guerra contra o Irã.
“Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso contra o Irã. O Irã não representava uma ameaça iminente ao nosso país, e está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby”, escreveu Kent em uma carta aberta para o republicano publicada no X (Twitter).
Na carta, o ex-chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo afirma que apoiou os valores e políticas estrangeiros defendidos por Trump desde 2016, declarando que, até junho do ano passado, o presidente entendia que as guerras no Oriente Médio eram uma “armadilha” que roubava as vidas de patriotas dos EUA e desperdiçavam a prosperidade da nação. Kent também culpou o lobby de Israel por fazer Trump acreditar que o Irã representava uma ameaça iminente.
“Isso foi uma mentira e é a mesma tática que os israelenses usaram para nos empurrar para a desastrosa guerra no Iraque que custou à nossa nação as vidas de milhares dos nossos melhores homens e mulheres”, escreveu Kent.
Trump se pronunciou sobre a saída de Kent e as críticas do ex-chefe à guerra?
De acordo com o Valor, o presidente estadunidense afirmou que a saída de Kent era uma “boa notícia” porque o assessor era “fraco em segurança”. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, rebateu as acusações da carta de Kent, afirmando que o presidente Trump tinha “evidências fortes e convincentes” de que o Irã estava prestes a atacar os EUA.




