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Doação de sangue passa a ser remunerada e doadores estão recebendo R$ 3,1 mil mensais por isso neste país

Por Pedro Silvini
24/03/2026
Em Geral
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Sangue Doação

(Reprodução/Unsplash)

A doação de plasma sanguíneo remunerada tem se tornado uma alternativa de renda nos Estados Unidos, onde milhares de pessoas recebem pagamentos regulares pela coleta do material. A prática, permitida pela legislação local, sustenta uma indústria bilionária e desempenha papel central no abastecimento global de medicamentos essenciais.

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Estima-se que cerca de 200 mil pessoas realizem doações diariamente no país. Em muitos casos, os pagamentos mensais podem chegar a valores elevados, dependendo da frequência das doações, que podem ocorrer até duas vezes por semana.

Doação de sangue

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A comercialização de plasma movimentou aproximadamente US$ 4,7 bilhões no último ano, com mais de 62 milhões de litros coletados. Os Estados Unidos respondem por cerca de 70% da oferta mundial, consolidando-se como principal fornecedor desse insumo utilizado na produção de tratamentos para diversas doenças.

A expansão do setor também é visível na infraestrutura: o país conta com mais de 1.200 centros de coleta, número superior ao de grandes redes varejistas. Novas unidades têm sido abertas inclusive em bairros de classe média, refletindo o aumento da procura.

Renda extra em meio à pressão econômica

Para muitos americanos, a venda de plasma se tornou uma forma de complementar a renda diante do aumento do custo de vida. Relatos indicam que o dinheiro obtido é utilizado para despesas básicas, como alimentação, contas médicas e itens essenciais do dia a dia.

Estudos apontam que a presença de centros de coleta pode impactar a economia local, com aumento no consumo em comércios e redução na procura por empréstimos de curto prazo.

Debate sobre impactos e regulamentação

Apesar da relevância econômica, a prática levanta questionamentos sobre saúde e ética. A doação frequente pode causar efeitos colaterais como tontura, cansaço e hematomas, embora o organismo consiga repor o volume de plasma em poucos dias.

O modelo adotado nos Estados Unidos é considerado mais flexível do que em outros países, onde a remuneração por doação é restrita ou proibida. Esse cenário contribui para que o país mantenha posição dominante no mercado global, mas também alimenta debates sobre os limites entre necessidade financeira e exploração.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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