A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quarta-feira (25) contra uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal. A suspeita é que os prejuízos causados pelos criminosos podem passar de meio bilhão de reais. Dois alvos da polícia são Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, o ex-sócio da empresa, o empresário Luiz Rubini.
E se você leu o nome Fictor e pensou que já conhecia ele de algum lugar, provavelmente você leu que o grupo tentou comprar o Banco Master no fim do ano passado. Desde fevereiro, o grupo vem sendo investigado por crimes como gestão fraudulenta, emissão de títulos sem lastro, apropriação indébita financeira, entre outros.
De acordo com a CNN Brasil, a Polícia Federal está cumprindo 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. Os alvos estão não apenas em São Paulo, mas também nos estados do Rio de Janeiro e da Bahia.
Além dos mandados de prisão e busca e apreensão, a Justiça também bloqueou e sequestrou bens imóveis, veículos e ativos financeiros dos alvos da organização criminosa, e autorizou a quebra de silo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas suspeitas do esquema.
Segundo a investigação, os criminosos usavam empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem de recursos ilícitos, com funcionários inserindo dados falsos nos sistemas bancários, o que possibilitava saques e transferências indevidas. Depois disso, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, difultando o rastreamento.
Prejuízos não atingiram apenas a Caixa Econômica
Segundo apuração da CNN, os prejuízos milionários não atingiram apenas essa instituição, mas outros bancos como o Santander, Sagra, Bradesco e o Banco do Brasil.




