A promessa de que consumir proteína em grandes quantidades seria um atalho para o corpo desejado ganhou força nos últimos anos, impulsionada pela cultura fitness e pela busca pelo emagrecimento. No entanto, não há comprovação científica para os benefícios dessa prática quando se ultrapassa o recomendado.
O whey protein surgiu como subproduto da fabricação de queijos e ganhou força nas academias nos anos 1990, consolidando-se como o suplemento “queridinho” para ganho de massa muscular devido ao seu alto valor biológico e rápida absorção.
O cardiologista Eric Topol, um dos pesquisadores mais citados no mundo na área médica, é enfático ao refutar a estratégia do consumo excessivo. Topol desenvolveu uma análise crítica sobre o tema e concluiu que não há garantias de ganhos físicos associados ao consumo elevado de proteína. Pelo contrário, a publicação aponta que ele identificou um aumento do risco cardiovascular derivado desse excesso.
Em sua investigação, Topol analisou inúmeros estudos em busca de subsídios que justificassem vantagens para a alta ingestão proteica, mas não encontrou respaldo. O cardiologista afirma que a alimentação ou suplementação proteica, quando feita além da conta, não contribui para a construção ou o fortalecimento muscular.
Riscos ao coração
Outro ponto levantado com base nas constatações de Topol envolve os riscos cardiovasculares. O aminoácido leucina, presente em produtos de origem animal como carnes, ovos e laticínios, quando consumido em doses elevadas, contribui para a formação de placas de gordura e colesterol nas artérias.
Esse processo favorece a aterosclerose e eleva o risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais.
O consumo proteico acima das necessidades do organismo configuraria um desperdício perigoso, especialmente considerando que o corpo não armazena o excedente e o elimina.




