Antes mesmo de estrear, o filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem causado muitas polêmicas, principalmente depois que veio a público de que o principal financiador do projeto foi Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master. Mas essa nem é a única polêmica envolvendo a produção. A mais recente envolve o ator principal, o estadunidense Jim Caviezel, que interpretou Bolsonaro.
Segundo o jornal O Globo, Cazievel demonstrava constante preocupação com a sua segurança durante as filmagens da produção no Brasil e até foi embora do país antes mesmo das filmagens serem concluídas, tendo que ser substituído por dublês em parte das últimas cenas filmadas. Ele teria ficado especialmente preocupado depois da megaoperação policial que deixou 122 mortos no Rio de Janeiro, em outubro do ano passado.
De acordo com os relatos, ele chegou ao país cerca de dez dias antes do início das filmagens, que levaram aproximadamente seis meses. O ator contava com uma equipe de segurança com quatro agentes, metade estadunidenses e metade brasileiros e passava o tempo entre as cenas isolado em seu trailer de apoio. O intérprete de Bolsonaro também evitava contato com grande parte da equipe brasileira.
A produtora confirmou que os temores de ator de Bolsonaro
Em nota enviada à Globo, a produtora GoUp Entertainment confirmou que Caviezel teria demonstrado preocupação com o cenário de polarização política envolvendo o contexto do filme. “Como ator norte-americano de grande notoriedade internacional e já associado a produções politicamente sensíveis e de forte repercussão mundial, Caviezel possui protocolos rigorosos de segurança pessoal definidos por sua própria equipe”, afirmou trecho da nota.



