Em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre o preço de combustíveis no mundo inteiro, o presidente Lula (PT) procurou os governadores com uma proposta para tentar conter a alta do diesel e, principalmente, tenta impedir que essa alta chegue ao preço dos alimentos. O governo de Santa Catarina é um dos que pretende aderir à proposta, mas com duas condições.
Em nota à imprensa, a equipe do governador Jorginho Mello (PL) — mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro — afirmou que eles fizeram duas exigências ao Governo Federal: de que seja algo temporário e que o consumidor final realmente perceba a diferença do preço do combustível.
De acordo com o NSC Total, a proposta do governo é implementar um auxílio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, valor que seria dividido entre União e estados. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o governo já adotou medidas como zerar tributos e subsídios, mas ainda são necessárias ações adicionais. O Brasil importa cerca de 30% do diesel usado no país.
Para aderir ao plano, o governo de Santa Catarina exige que esse subsídio respeite o teto mensal de impacto financeiro, tendo caráter estritamente temporário. Caso o Governo Federal queira prorrogar a medida, isso será totalmente custeado pela União. A outra exigência é que o Governo assegure mecanismos para garantir que o subsídio de R$ 1,20 seja repassado para o bolso dos consumidores.
Outros estados vão aderir ao plano de Lula para barrar o diesel?
De acordo com o levantamento do g1, pelo menos 20 estados já indicaram adesão ao plano do governo federal:
- Acre (AC)
- Alagoas (AL)
- Amazonas (AM)
- Bahia (BA)
- Ceará (CE)
- Espírito Santo (ES)
- Maranhão (MA)
- Mato Grosso (MT)
- Mato Grosso do Sul (MS)
- Minas Gerais (MG)
- Paraíba (PB)
- Paraná (PR)
- Pernambuco (PE)
- Piauí (PI)
- Rio Grande do Norte (RN)
- Rio Grande do Sul (RS)
- Roraima (RR)
- Santa Catarina (SC)
- Sergipe (SE)
- Tocantins (TO)




