O Peru enfrenta o luto com a morte de Marcelino Abad Tolentino, possivelmente o homem mais velho do mundo. Marcelino faleceu aos 125 anos no último dia 30 de março, em Huácar, uma cidade na região de Huánuco.
Seu falecimento ocorreu sem o reconhecimento oficial do Guinness World Records, uma vez que não foram fornecidas as documentações exigidas para validar seu título.
A falta de uma certidão de nascimento original impediu essa formalização. Atualmente, João Marinho Neto, um brasileiro nascido em 1912, é reconhecido como o homem mais velho do mundo, com 113 anos. Apesar disso, a trajetória de vida de Marcelino deixou um significativo impacto no Peru.
Longevidade
Marcelino, que segundo registros locais nasceu em 5 de abril de 1900, permaneceu na obscuridade durante grande parte de sua vida. Em 2019, aos 120 anos, ele recebeu seu primeiro documento de identidade, o que atraiu atenção durante a pandemia de Covid-19.
Isso permitiu a ele ter acesso a programas sociais, lançando luz sobre sua existência.
Barreiras para o registro de longa vida
No entanto, o reconhecimento como o homem mais velho do mundo não foi uma prioridade para Marcelino, que viveu centrado em sua contribuição para a agricultura e construção civil no Peru.
A falta de documentação explica por que muitos idosos como Marcelino não conseguem reconhecimento, mesmo com histórias de vida notáveis.
Ainda que o título não tenha sido oficializado, a vida longa de Marcelino inspira medidas públicas. Ele superou adversidades relacionadas à orfandade e à falta de educação formal, vivendo sempre no campo e dedicando-se ao trabalho.




