O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu integrantes da equipe econômica no Palácio da Alvorada na última segunda-feira (6) para discutir um conjunto de medidas voltadas à recuperação da popularidade e ao fortalecimento da base eleitoral com vistas às eleições de 2026. Entre as prioridades estão ações para reduzir o endividamento das famílias, ampliar o acesso ao crédito e conter custos essenciais, como energia e combustíveis.
As discussões ocorrem em um momento em que pesquisas de opinião indicam aumento na taxa de desaprovação do governo, o que tem levado o Planalto a acelerar a formulação de políticas com impacto direto no bolso do consumidor.
Um dos principais eixos em análise é a retomada de programas de renegociação de dívidas, nos moldes do Desenrola Brasil. A proposta é permitir que consumidores troquem dívidas com juros elevados por condições mais acessíveis, ampliando o alcance da iniciativa com maior participação de bancos.
Outra frente em debate envolve a expansão do crédito consignado, inclusive para trabalhadores do setor privado, além da possibilidade de impor novos limites aos juros do rotativo do cartão de crédito, uma das modalidades mais caras do mercado, com taxas que ultrapassam 400% ao ano.
Energia e combustíveis no radar
No setor energético, o governo avalia medidas para reduzir o impacto de custos básicos. Entre elas, está a ampliação de programas sociais como o “Gás do Povo”, além da possibilidade de conter reajustes nas tarifas de energia elétrica, estratégia já adotada em outros períodos eleitorais.
Em relação aos combustíveis, a equipe econômica finaliza uma medida provisória para subsidiar o diesel. A proposta prevê um desconto de cerca de R$ 1,20 por litro do produto importado, com divisão de custos entre União e estados. O impacto estimado é de aproximadamente R$ 3 bilhões em dois meses.
Estratégia política e comunicação
Além das ações econômicas, o governo também discute ajustes na comunicação institucional. A avaliação interna é de que programas já existentes, como incentivos à educação e medidas de alívio tributário, ainda não geraram o retorno político esperado.
Diante disso, o presidente tem cobrado maior eficiência na divulgação das políticas públicas e maior presença em agendas pelo país, com o objetivo de aproximar as ações do governo da percepção do eleitorado.
Nos bastidores, a estratégia combina a ampliação de benefícios sociais, estímulo ao consumo e reforço na comunicação, em uma tentativa de melhorar indicadores de aprovação e consolidar o cenário para a disputa eleitoral de 2026.




