Suzane von Richthofen, condenada por um dos crimes mais marcantes da história do Brasil, o assassinato dos seus próprios pais em 2002, vai virar documentário da Netflix. Com o nome provisório de Suzane vai falar, o projeto ainda não tem data para chegar ao streaming, mas tem dado o que falar. Principalmente com os rumores envolvendo o salário que Suzane teria recebido para conceder a entrevista à produção.
No Melhor da Tarde, programa da Band, da última segunda-feira (6), Leo Dias afirmou que o contrato assinado por Suzane envolveu “cifras milionárias”. Apesar não dar um valor preciso, o jornalista afirma que afirma com propriedade que ela recebeu pelo menos um milhão para contar a sua versão da história que horrorizou o Brasil.
Outra participante do programa, Chris Flores, afirmou que, segundo informações de bastidores, Suzane não atuou como uma mera entrevistada da produção, tendo exercido “influência direta na edição e nos temas abordados na produção”. De acordo com Flores, a condenada também não queria que o seu irmão Andreas participasse do documentário.
Projeto de lei pode impedir que criminosos lucrem com exposição midiática
Em dezembro do ano passado, em meio à enorme repercussão de Tremembé, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei proibindo que condenados pela Justiça ganhem dinheiro com a criação, distribuição ou comunicação de obras intelectuais, como séries, filmes ou entrevistas, ligadas ao crime que eles cometeram. O texto foi para a análise do Senado e em tramitação por lá.
O projeto também prevê que a vítima do crime ou seus herdeiros possam requerer, via processo cível, a totalidade dos valores recebidos pelos condenados, além de indenização por danos morais.




