O governo gasta R$ 497 milhões por mês, quase R$ 6 bilhões por ano, para pagar pensões a filhas de militares. De acordo com matéria do ano passado da Gazeta do Povo, são 56 mil pensionistas filhas solteiras da União, que recebem, em média, R$ 8,7 mil por mês. 200 netas e irmãs solteira custam mais R$ 2 milhões aos cofres públicos por mês, com uma renda média de R$ 10,4 mil.
Recentemente, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos/MG) usou o plenário para criticar essa pensão dada pelo Estado. “Para acabar com a escala 6×1 tem que ter coragem e acabar com essa mamata de pensão para filhas solteiras de militares que nunca trabalharam na vida”, declarou Azevedo. Segundo a revista VEJA, esse posicionamento do senador pode prejudicar sua relação com a família Bolsonaro, já que afeta diretamente um dos principais grupos de apoio ao ex-presidente e sua família: os militares.
Pensão vitalícia para filhas solteiras de militares já foi extinta
É isso mesmo que você leu. Em 2001, através da Medida Provisória nº 2.215-10/2001, a pensão vitalícia para filhas militares já foi encerrada. E agora você provavelmente está se perguntando: se a pensão foi extinta, como o governo gastou quase R$ 6 bilhões com isso no ano passado? O motivo é que as filhas de militares que ingressaram antes da medida, até 2000, e que optaram por pagar uma alíquota extra de 1,5% sobre a remuneração, ainda têm direito ao benefício.
Em 2024, o governo Lula anunciou uma série de mudanças na previdência militar e muita gente acreditou que esse seria o fim do benefício pago às filhas, mas não foi o caso. Segundo jornalistas políticas, em rodadas de negociação com o governo, representantes dos militares teriam batido o pé sobre a manutenção da pensão.




