As famílias com renda entre um e dois salários mínimos (R$ 1.621 a R$ 3.242) foram as que mais relataram ter percebido uma melhora no poder de compra em relação a 2022: 46%. É o que revelam os dados da pesquisa BTG/Nexus, aos quais a coluna de Miriam Leitão, do jornal O Globo, teve acesso em primeira mão. A pesquisa entrevistou, por telefone, 2.045 pessoas entre os dias 22 e 24 de maio.
Segundo a pesquisa, todas as faixas de renda relataram pelo menos uma pequena melhora no sentimento do poder de compra. Curiosamente, essa percepção positiva é menos presente entre famílias com salários mais altos, com rendimentos maiores que cinco salários mínimos (R$ 8.105).
46% das famílias com renda entre um e dois salários mínimos relataram uma melhora na percepção do poder de compra, enquanto apenas 30% das famílias com mais de cinco salários mínimos relataram esse mesmo otimismo. Ainda assim, a maior sensação de imobilidade foi para famílias com renda de até um salário mínimo, com 27% afirmando não terem sentido uma melhora no poder de compra nos últimos quatro anos.
Políticas de controle inflacionários e reajustes salariais ajudaram mais famílias de classe média baixa, avalia especialista
Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os números sugerem que políticas de controle inflacionários e reajustes salariais tiveram um efeito de alívio mais perceptível para a classe média baixa. Por outro lado, as classes mais abastadas, mais expostas a variações de serviços e itens de maior valor agregado, foram as que demonstraram mais frustração com o custo de vida atual.



