A crise econômica que se abate sobre a Argentina fez com que a população adotasse novas alternativas alimentares. Em 2026, devido a um aumento significativo no preço da carne bovina, muitos argentinos passaram a consumir carne de burro e lhama.
A inflação descontrolada na Argentina fez com que o preço da carne bovina ultrapassasse 25 mil pesos por quilo. Consequentemente, muitos consumidores buscam outras opções para acomodar seus orçamentos.
A carne de burro, vendida por cerca de 7.500 pesos por quilo, emergiu como uma alternativa mais econômica. Além disso, sua produção requer menos recursos e se adapta bem ao clima árido da Patagônia.
A carne de lhama, por sua vez, é conhecida por seu conteúdo proteico robusto e perfil magro. Cultivada em pastagens naturais, essa carne atrai consumidores interessados em produtos sustentáveis.
A nível de comparação, o preço por quilo da picanha bovina no Brasil está atualmente em cerca de R$ 98.
Economia
Essas mudanças alimentares não apenas aliviam financeiramente as famílias, mas também impulsionam novas oportunidades econômicas. Com desafios na ovinocultura, produtores se voltam para opções como a carne de lhama.
Esta, sendo considerada saudável devido ao seu baixo teor de gordura, abre portas para mercados novos. Além disso, o leite de burro, apesar da falta de um mercado europeu consolidado, é valorizado por suas propriedades nutricionais e cosméticas.
A inflação de 2026 obrigou os argentinos a redirecionar suas escolhas alimentares, optando por carnes mais baratas como burro e lhama. Com preços significativamente menores, essas alternativas preencheram lacunas deixadas pelo aumento dos preços bovinos.




