A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, nesta quarta-feira (22), uma série de reajustes nas tarifas de energia elétrica que devem encarecer a conta de luz em diversas regiões do Brasil a partir de maio. A medida impacta diretamente mais de 29 milhões de unidades consumidoras, entre residências, comércios e indústrias.
Os aumentos fazem parte do ciclo anual de revisão tarifária e consolidam o que especialistas já classificam como uma “super-quarta” de reajustes no setor elétrico, diante do volume e da abrangência das altas autorizadas.
Entre as concessionárias afetadas estão empresas de grande porte como CPFL Paulista, Neoenergia Coelba e Enel Ceará, além de distribuidoras do grupo Energisa e outras companhias regionais.
Os índices variam conforme a localidade e o perfil do consumidor, ficando, em geral, entre 5% e 15%. Em alguns casos, como o da CPFL Santa Cruz, os reajustes ultrapassam esse patamar, com impactos mais elevados principalmente para consumidores residenciais.
Na CPFL Paulista, que atende mais de 5 milhões de clientes em São Paulo, o aumento médio aprovado foi de 12,13%. Já em estados como Mato Grosso do Sul e Sergipe, as altas também superam os 10% em determinados segmentos.
Pressão de custos e impacto no bolso
Segundo a agência reguladora, os reajustes são motivados principalmente pelo aumento nos custos de transmissão, compra de energia e encargos setoriais. O cenário marca uma reversão em relação a 2025, quando parte das concessões registrou estabilidade ou até redução nas tarifas.
Sem a adoção de medidas emergenciais por parte do governo para conter a alta, o impacto será sentido diretamente nas contas a partir do próximo ciclo de faturamento.
Com a elevação, especialistas apontam que o peso da energia elétrica no orçamento das famílias tende a crescer, especialmente em regiões mais dependentes de sistemas de distribuição com custos mais elevados.




