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Criatura de 47 metros vive nas águas profundas dos oceanos desde 1800

Por Pedro Silvini
26/04/2026
Em Geral
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Foto: (Reprodução/ZuBlu)

Uma estrutura marinha com cerca de 47 metros de extensão, registrada em águas profundas do Oceano Índico, voltou a chamar a atenção da comunidade científica para organismos gigantes que habitam regiões abissais. Apesar de o fenômeno não ser recente, o registro reforça hipóteses sobre a existência de formas de vida complexas, extensas e altamente adaptadas a ambientes extremos.

O organismo identificado pertence ao gênero Apolemia e integra o grupo dos sifonóforos, criaturas que, apesar da aparência de um único animal, são na verdade colônias formadas por milhares de organismos interdependentes. Cada uma dessas unidades, chamadas zooides, desempenha funções específicas, como alimentação, locomoção e reprodução, atuando de forma coordenada.

O exemplar observado foi descrito por pesquisadores como uma estrutura em espiral flutuante, semelhante a um “anel” no fundo do oceano. A estimativa inicial aponta cerca de 47 metros de comprimento apenas em sua parte externa, mas cientistas acreditam que o tamanho total pode chegar a até 119 metros, o que o colocaria como um dos maiores organismos já registrados no planeta.

Sifonóforos são predadores marinhos e possuem tentáculos capazes de capturar pequenas presas. Visualmente, lembram águas-vivas, embora estejam mais próximos de corais e anêmonas do ponto de vista biológico.

A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisadores ligada ao Schmidt Ocean Institute, durante uma expedição nos cânions de Ningaloo, na costa oeste da Austrália. Segundo os cientistas, o tamanho do organismo surpreendeu até especialistas experientes.

Foto: (Reprodução/Schmidt Ocean Institute)

Vida em condições extremas

A presença desse tipo de organismo reforça a complexidade da vida em regiões profundas dos oceanos, onde há ausência total de luz, temperaturas extremamente baixas e pressão intensa. Essas condições tornam a exploração um desafio técnico e científico.

De acordo com especialistas, mais de 80% dos oceanos do planeta ainda permanecem inexplorados, o que indica que descobertas como essa podem ser apenas uma pequena amostra da biodiversidade desconhecida existente nessas áreas.

Além disso, o crescimento contínuo observado em sifonóforos levanta hipóteses sobre sua longevidade, já que essas colônias podem se expandir indefinidamente em ambientes com baixa disponibilidade de energia.

A descoberta também traz a informação sobre a necessidade de ampliar a pesquisa e a proteção dos oceanos. Atualmente, apenas cerca de 7% das áreas marinhas do mundo são consideradas protegidas, o que preocupa cientistas diante da dificuldade de preservar ecossistemas ainda pouco compreendidos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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