Na semana que vem, a Câmara dos Deputados deve votar a Lei Geral da Copa de 2027, como uma forma de preparação para a Copa do Mundo feminina da FIFA, que será sediada aqui no Brasil no ano que vem. Entre aspectos da organização do evento esportivo, um dos pontos da lei é a proposta de um pagamento retroativo para as chamadas “pioneiras de 1988”.
As tais “pioneiras” são as 18 jogadores brasileiras que disputaram o primeiro evento de caráter mundial pela FIFA para o futebol feminino. O evento foi sediado na China e elas saíram com medalha de bronze da competição. A proposta é que cada uma dessas 18 atletas receba R$ 500 mil, um total de R$ 9 milhões que sairia do orçamento do Ministério do Esporte. Duas goleiras falecidas seriam representadas por seus sucessores legais.
Essa premiação está sendo descrita como uma homenagem e forma de reparação histórica para as jogadoras. Entre 1941 e 1979, o futebol feminino chegou a ser proibido por lei no Brasil.
As pioneiras de 1988
- Goleiras: Lica Laurentino, Simone Carneiro (falecidas)
- Laterais: Marisa Pires Nogueira (capitã), Rosilane Fanta, Suzana Cavalheiro.
- Zagueiras: Elane Rego, Suzy Bittencourt, Sandra Duarte.
- Meias: Lúcia Feitosa, Marilza Pelezinha, Marcinha Honório, Fia Paulista, Márcia Russa, Sissi Lima.
- Atacantes: Lucilene Cebola, Roseli de Belo, Michael Jackson, Flordelis Oliveira.

Benefício semelhante foi pago para a Copa masculina de 2014
Em 2014, o governo autorizou um prêmio de R$ 100 mil para cada jogador ou representante legal dos jogadores das Copas de 1958, 1962 e 1970 — as três primeiras Copas que o Brasil venceu.




