No Brasil, projetos propondo a diminuição da carga horária e o fim da escala de trabalho 6×1 avançam na Câmara dos Deputados. Logo ao lado, na Argentina, temos uma situação bem diferente. Em fevereiro, no meio da madrugada, a Câmara argentina aprovou uma reforma trabalhista proposta pelo governo Javier Milei. Entre outros pontos, a reforma aumenta a jornada de trabalho diária de oito para 12 horas.
Foi feita uma greve geral contra a reforma no país, mas as mobilizações não conseguiram impedir a aprovação da reforma. A central sindical está com uma nova manifestação marcada para o dia 30 de abril.
Além do aumento da jornada de trabalho, outros pontos da reforma são que horas extras não precisam mais ser pagas, podendo ser compensadas em outras jornadas, restrições ao direito de greve e parcelamento de indenizações por demissão.
A situação da reforma trabalhista de Milei na Argentina
No final de março, uma decisão da Justiça da Argentina havia suspendido vários trechos importantes da reforma trabalhista, incluindo o aumento da jornada de trabalho para até 12 horas. A decisão foi tomada a pedido da principal central sindical do país. Nesta quinta-feira (23), tivemos mais uma reviravolta. A Justiça revogou a medida cautelar que havia suspendido a reforma e deu sinal verde à aplicação da reforma trabalhista de Milei.
Matéria da AFP explica que a medida foi tomada pela Câmara Nacional de Apelações do Trabalho, até que se revolva a questão da constitucionalidade ou não da reforma trabalhista, que a oposição e sindicatos afirmam violar a Constituição do país.




