A FIFA anunciou uma mudança significativa na distribuição financeira da Copa do Mundo de 2026 após críticas de federações sobre os altos custos de participação no torneio, que será sediado por Estados Unidos, México e Canadá.
A entidade decidiu elevar em cerca de 15% os valores destinados às 48 seleções participantes, em resposta às reclamações relacionadas a despesas com transporte, logística e tributação, especialmente em território norte-americano.
Com a revisão, o valor de preparação das equipes subiu de US$ 1,5 milhão para US$ 2,5 milhões. Já a cota de participação foi ampliada de US$ 9 milhões para US$ 10 milhões por seleção.
Além disso, houve incremento superior a US$ 16 milhões nos recursos destinados a despesas operacionais das delegações e ampliação das cotas de ingressos.
No total, o prêmio global do torneio também foi ampliado, reforçando o papel da competição como principal fonte de receita do futebol mundial.
Pressão de federações influenciou decisão
A mudança ocorre após mobilização de diversas federações, principalmente europeias, que alertaram para o risco de prejuízos financeiros mesmo com a participação na Copa.
Entre os principais pontos levantados estavam os custos elevados nos Estados Unidos e a carga tributária variável entre estados e cidades-sede, o que poderia impactar diretamente o orçamento das seleções.
Diante desse cenário, a FIFA optou por rever os valores e redistribuir parte de sua receita recorde, estimada em bilhões de dólares no ciclo do torneio.
Impacto global e novo formato da Copa
A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções, ampliando o número de participantes e exigindo maior estrutura organizacional. A competição começa em 11 de junho e terá jogos distribuídos pelos três países-sede.
Com a revisão financeira, a FIFA busca equilibrar os custos e garantir maior viabilidade econômica para todas as seleções, além de fortalecer o desenvolvimento do futebol global por meio da redistribuição de receitas entre suas 211 federações filiadas.




