Na última terça-feira (28), o Itaú Unibanco aprovou a incorporação do Itaucard em uma assembleia geral extraordinária. A incorporação faz parte de uma reorganização societária para simplificar a estrutura do conglomerado financeiro e aumentar a sua eficiência operacional. De acordo com a CNN Brasil, a proposta recebeu aprovação majoritária dos acionistas, que representavam 92,8% das ações ordinárias da instituição.
O processo ainda precisa da aprovação do Banco Central. Tudo correndo normalmente, o Itaucard vai deixar de ser existir, com todos os seus ativos, passivos, direitos e obrigações sucedidos pelo Itaú, de acordo com o banco. Segundo a instituição, a “medida faz parte da estratégia de racionalização de estruturas e busca por sinergias operacionais”.
Por mais que pareça uma grande mudança, boa parte das atividades do Itaucard já havia sido migrada para outras empresas do conglomerado desde 2022, tornando mais fácil e conveniente que essa instituição seja 100% incorporada.
De acordo com laudo da PwC aprovado pelos acionistas do Itaú, a operação inclui a absorção integral do patrimônio líquido do Itaucard pelo Itaú Unibanco Holding. Com data-base de 31 de dezembro de 2025, o Itaucard era avaliado em R$ 51,9 milhões. Como já se trata de uma subsidiária integral do grupo, a incorporação não implica aumento de capital ou emissão de novas ações.
Ex-diretor do BC assume comando do Itaú
Diogo Guillen, ex-diretor do Banco Central do Brasil, será o novo economista-chefe do banco Itaú a partir do dia 1º de julho de 2026. Ele substituir Mário Mesquita, que deixa o cargo depois de quase dez anos à frente das áreas de macroeconomia e pesquisa.




