Os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de maio já têm data definida e serão realizados entre os dias 18 e 29, conforme o dígito final do Número de Identificação Social (NIS). Após esse período, não haverá novos repasses no mês, e os valores só voltam a ser pagos no ciclo seguinte.
O calendário segue um modelo escalonado para evitar sobrecarga no sistema bancário e garantir organização no repasse a milhões de famílias em todo o país. O valor mínimo do benefício permanece em R$ 600, podendo ser ampliado conforme a composição familiar.
Os repasses começam no dia 18 e seguem até o dia 29, de acordo com o final do NIS:
- NIS final 1 – 18/05
- NIS final 2 – 19/05
- NIS final 3 – 20/05
- NIS final 4 – 21/05
- NIS final 5 – 22/05
- NIS final 6 – 25/05
- NIS final 7 – 26/05
- NIS final 8 – 27/05
- NIS final 9 – 28/05
- NIS final 0 – 29/05
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) orienta que os beneficiários consultem o número do NIS pelo aplicativo oficial ou pelo Cadastro Único para evitar perda da data de saque.
Regras e composição do benefício
O programa garante renda mínima de R$ 600 por família, mas pode incluir adicionais. Entre eles estão o Benefício Primeira Infância, de R$ 150 por criança de até 6 anos, e valores extras de R$ 50 para gestantes, jovens e bebês de até 7 meses, além de complementos para assegurar que nenhuma família fique abaixo da linha de vulnerabilidade.
Para permanecer no programa, as famílias devem cumprir exigências nas áreas de saúde e educação, como frequência escolar de crianças e adolescentes, vacinação em dia e acompanhamento pré-natal.
Estudo aponta impacto social e econômico do programa
Um estudo divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER), com pesquisadores da Columbia University, Stanford University e Fundação Getulio Vargas (FGV), reforça a importância do programa no combate à pobreza extrema.
A pesquisa analisou a ampliação do Bolsa Família em 2012 e identificou impactos significativos: aumento de 4,8% na taxa de emprego entre beneficiários, redução de 14% na mortalidade e queda de 8% nas hospitalizações. Também foram registrados efeitos diretos na saúde pública, com menos internações por desnutrição e doenças infecciosas.
Segundo o estudo, o complemento de renda ajudou a remover barreiras básicas de sobrevivência, como fome e falta de acesso a medicamentos, permitindo melhores condições para inserção no mercado de trabalho.
Os pesquisadores concluíram que a política pública teve efeito direto na redução da pobreza extrema e na melhoria de indicadores sociais e de saúde, ao cruzar dados do Cadastro Único, da RAIS e do sistema de internações do SUS.




