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Governo aprovou licença remunerada de 160 dias para pais e mães que tiverem filho em 2026 neste país

Por Pedro Silvini
13/05/2026
Em Geral
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bebê masculino

(Reprodução/IStock)

A Finlândia segue consolidando um dos modelos de licença parental mais avançados do mundo. Pelas regras em vigor em 2026, pais e mães que tiverem filhos no país terão direito a cerca de 160 dias úteis de licença remunerada para cada responsável, ampliando o período de convivência familiar nos primeiros meses de vida do bebê.

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Na prática, o sistema garante aproximadamente 14 meses de suporte à criança quando somados os períodos destinados aos dois progenitores. Parte dos dias pode ser transferida entre os parceiros, mas uma parcela significativa permanece individual e intransferível, justamente para incentivar a participação equilibrada de pais e mães na criação dos filhos.

A política ganhou força após a reforma implementada em agosto de 2022, considerada um marco na ampliação da licença parental no país nórdico. Desde então, houve crescimento acelerado da adesão masculina ao benefício.

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Dados da agência de benefícios sociais Kela mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, os pais responderam por mais de 22% de todos os dias de licença utilizados no país, avanço superior ao registrado nos anos anteriores.

Participação dos pais cresce após reforma

Segundo Anneli Miettinen, gerente de pesquisa da Kela, a nova legislação ajudou a mudar o comportamento das famílias finlandesas ao estabelecer uma divisão mais igualitária da licença parental.

A Finlândia já figurava entre os países com melhores políticas de licença-paternidade do mundo, ao lado de outros países nórdicos, como Suécia e Noruega. O objetivo das autoridades é fortalecer a presença dos pais nos primeiros anos de vida das crianças e reduzir a sobrecarga historicamente concentrada nas mães.

O modelo também busca ampliar a igualdade de gênero no mercado de trabalho e dentro das famílias. Em regiões como as Ilhas Åland, território autônomo finlandês, os pais já utilizam mais de um quarto de todos os dias de licença parental concedidos.

O tema ganhou ainda mais destaque no país após o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, homenagear pais reconhecidos pela contribuição na criação dos filhos durante a celebração nacional do Dia dos Pais. Pela primeira vez, homens receberam a Medalha da Rosa Branca da Finlândia em reconhecimento à paternidade ativa.

Brasil terá ampliação gradual da licença-paternidade

Enquanto a Finlândia amplia benefícios familiares, o Brasil também prepara mudanças na legislação trabalhista, embora em escala bem menor.

A Lei nº 15.371 prevê aumento gradual da licença-paternidade brasileira a partir de 2027. Atualmente, os trabalhadores continuam tendo direito a apenas cinco dias de afastamento remunerado após o nascimento do filho.

Pela nova regra, o prazo passará para 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias a partir de 2029. A ampliação também valerá para adoção e guarda judicial para fins de adoção.

Já a licença-maternidade brasileira passou recentemente por atualização com a Lei 15.222/2025. A mudança permite ampliar o benefício quando a mãe ou o recém-nascido permanecer internado por mais de duas semanas em decorrência do parto. Nesses casos, o período poderá ser estendido em até 120 dias após a alta hospitalar.

Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta dificuldades na ampliação de benefícios corporativos ligados à parentalidade. Dados da Receita Federal mostram que o número de empresas cadastradas no Programa Empresa Cidadã caiu cerca de 71% entre 2024 e 2025, após auditorias que excluíram empresas com irregularidades cadastrais.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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