As temperaturas em São Paulo estão subindo de forma preocupante. Nos últimos anos, a capital paulista registrou um aumento expressivo nas temperaturas mínima e máxima, superando em mais que o dobro a média global de aquecimento.
Esse aumento está associado ao fenômeno das ilhas de calor urbano, amplificado pela substituição de vegetação por concreto e asfalto nas áreas urbanas.
Entre 2013 e 2025, estudos da Universidade de São Paulo revelaram que as temperaturas de superfície na Grande São Paulo chegaram a 60 °C durante o verão, especialmente em áreas densamente urbanizadas.
Este fenômeno afeta diretamente os moradores, elevando a demanda por refrigeração e afetando a qualidade de vida. Por outro lado, em áreas com vegetação e corpos d’água, as temperaturas não superaram 25 °C, evidenciando a diferença térmica causada pela urbanização.
Pesquisas indicam que a diferença de temperatura entre áreas urbanas quentes e zonas mais verdes em São Paulo varia de 7 °C a 12 °C. Essa disparidade é ainda mais pronunciada durante o verão, afetando tanto o meio ambiente quanto as atividades humanas.
Iniciativas para a adaptação climática
O projeto Sampa Adapta é uma das iniciativas que visam monitorar e adaptar São Paulo às mudanças climáticas. Sem ações desse tipo, as temperaturas noturnas podem se fixar em torno de 28 °C, afetando o descanso dos habitantes.
Durante o verão, estações do projeto registraram temperaturas entre 30 °C e 34 °C nas ruas, destacando a urgência de estratégias para enfrentar esse fenômeno.




