Mix Conteúdos Digitais
  • Início
  • Últimas Notícias
  • Contato
  • PUBLICIDADE LEGAL
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados

Menor país do mundo, com cerca de 10 mil habitantes, quer trocar de nome

Por Pedro Silvini
23/05/2026
Em Geral
0
nauru ilha australia menor

Foto: (Reprodução/Wikimedia Commons)

O pequeno país insular de Nauru, considerado um dos menores do planeta em território e população, iniciou oficialmente um processo para mudar seu nome. O Parlamento nacional aprovou uma emenda constitucional que propõe renomear o país para “Naoero”, em uma tentativa de reforçar a identidade cultural local e se distanciar de heranças coloniais.

A medida foi aprovada na última terça-feira (12) e ainda dependerá da realização de um referendo popular para entrar em vigor definitivamente. Até o momento, o governo não anunciou uma data para a consulta pública.

Localizado no sudoeste do Oceano Pacífico, o país possui apenas 21 quilômetros quadrados, área menor que a do arquipélago de Fernando de Noronha, e população estimada em cerca de 13 mil habitantes.

Apesar de ser reconhecido como uma república parlamentarista independente desde 1968, Nauru não possui uma capital oficial. O distrito de Yaren abriga o Parlamento, os escritórios presidenciais e os principais órgãos administrativos do país, funcionando como sede do governo.

A nação é considerada a terceira menor do mundo em área territorial e população, atrás apenas do Vaticano e de Mônaco em determinados rankings internacionais.

O sistema político funciona sem partidos formais. Todos os parlamentares disputam eleições como independentes, e o presidente é escolhido entre os próprios membros do Legislativo. Atualmente, o país é governado pelo presidente David Adeang, eleito em 2023.

Mudança busca romper com herança colonial

O novo nome, “Naoero”, é uma referência à denominação tradicional usada pelos próprios habitantes locais antes da influência europeia.

Segundo autoridades locais, a proposta faz parte de um movimento de valorização cultural e fortalecimento da soberania nacional diante do passado colonial vivido pela ilha.

A história de Nauru é marcada pela ocupação estrangeira. O território foi avistado por europeus em 1798 e posteriormente controlado pela Alemanha no fim do século XIX. Após a Primeira Guerra Mundial, o território passou ao controle da Austrália e do Reino Unido.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a ilha foi ocupada pelo Japão, período em que centenas de moradores morreram em trabalhos forçados, execuções e ataques militares.

Fortuna do fosfato transformou o país

A economia de Nauru foi profundamente transformada após a descoberta de grandes reservas de fosfato em 1900. O minério, originado de milhares de anos de acúmulo de guano, fezes de aves marinhas ricas em fósforo, tornou o país extremamente rico nas décadas de 1970 e 1980.

Mineração de fosfato em Nauru – Foto: (Reprodução/Wikimedia Commons)

Na época, Nauru chegou a registrar uma das maiores rendas per capita do mundo, alcançando cerca de US$ 50 mil por habitante.

Grande parte da riqueza, porém, foi perdida ao longo dos anos devido a investimentos considerados malsucedidos, incluindo empreendimentos imobiliários internacionais e uma companhia aérea deficitária.

Hoje, o país mantém forte dependência econômica e política da Austrália, principal parceira comercial, de segurança e de ajuda financeira da ilha.

Tratado com a Austrália prevê apoio milionário

Em dezembro de 2024, Nauru e Austrália assinaram um tratado bilateral que ampliou a cooperação econômica e de segurança entre os dois países.

O acordo prevê cerca de US$ 140 milhões em investimentos australianos ao longo de cinco anos, incluindo apoio orçamentário e recursos voltados ao sistema de segurança e policiamento local.

O tratado entrou oficialmente em vigor em setembro de 2025.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
LogoCaro leitor,

O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

Próximo post
relógio dia

Lei torna o Horário de Verão obrigatório e relógios deverão ser adiantados em 1h entre março e novembro neste país

Confira!

vó sônia casa de bolos

Idosa criou empresa de bolos caseiros e acaba de vender o negócio por R$ 200 milhões

23/05/2026
empresa fechado trancado

Multinacional localizada há 3 horas de São Paulo fecha as portas após 64 anos e demite 150 trabalhadores

23/05/2026
ronnie coleman

Rei do fisiculturismo, 8 vezes campeão do Mr. Olympia, vive em cadeira de rodas aos 62 anos

23/05/2026
  • Contato

Diário do Comércio | Mix

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Diário do Comércio | Mix