O Governo Federal oficializou os novos valores dos soldos pagos aos militares das Forças Armadas em 2026, incluindo a remuneração dos jovens incorporados ao serviço militar obrigatório. Com a atualização prevista na Lei nº 15.167, sancionada em julho de 2025, o salário-base de soldados-recrutas e marinheiros-recrutas passou de R$ 1.078 para R$ 1.177 neste ano.
O reajuste faz parte da reestruturação salarial das carreiras militares da Marinha, Exército e Aeronáutica e foi aplicado em duas etapas de 4,5% cada, uma em abril de 2025 e outra em janeiro de 2026. Segundo o Ministério da Defesa, o impacto orçamentário estimado ultrapassa R$ 5 bilhões neste ano.
A atualização beneficia cerca de 740 mil pessoas, incluindo militares da ativa, da reserva e pensionistas. Apesar do reajuste, o soldo inicial dos recrutas continua abaixo do salário mínimo nacional.
O alistamento militar obrigatório continua aberto até 30 de junho para jovens do sexo masculino que completam 18 anos em 2026. Para mulheres, o ingresso permanece facultativo.
O serviço militar voltou ao centro do debate na América do Sul após a Colômbia anunciar um novo modelo de remuneração para conscritos, garantindo aos recrutas o equivalente ao salário mínimo integral do país durante o período de incorporação. No Brasil, o sistema mantém o modelo tradicional de soldo-base e benefícios limitados após o desligamento do serviço.
Além do salário mensal, os recrutas brasileiros têm direito a alimentação, alojamento, assistência médica e fardamento durante o período em que permanecem nas Forças Armadas.
Reajuste alcança toda a carreira militar
A nova tabela salarial também elevou os vencimentos de outras patentes militares. Entre os exemplos divulgados pelo governo, um sargento formado pela Escola de Sargentos das Armas (ESA) passou a receber R$ 4.177 em 2026.
Já os maiores postos das Forças Armadas, Almirante de Esquadra, General de Exército e Tenente-Brigadeiro do Ar, tiveram soldos reajustados de R$ 13.471 para R$ 14.711.
Subtenentes passaram a receber R$ 6.737, enquanto capitães-tenentes tiveram os vencimentos reajustados para R$ 9.976.
Falta de alistamento gera restrições
O alistamento militar é obrigatório no Brasil e o descumprimento pode gerar multas e restrições civis. Quem não regulariza a situação militar pode enfrentar impedimentos para emitir passaporte, ingressar em concursos públicos, obter carteira profissional, assumir cargos públicos, fazer matrícula em instituições públicas de ensino e até assinar contratos com órgãos governamentais.
O processo de alistamento pode ser realizado presencialmente nas juntas militares ou pela internet, por meio do sistema oficial das Forças Armadas.




