Os afastamentos por burnout aumentaram significativamente no Brasil, destacando uma crise de saúde mental no ambiente de trabalho. De acordo com o Ministério da Previdência Social, houve um crescimento de 823% nos benefícios por incapacidade temporária devido ao esgotamento profissional entre 2021 e 2025.
Em 2019, o burnout foi incluído na 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) pela Organização Mundial da Saúde como um fenômeno ocupacional. Contudo, o reconhecimento formal não foi seguido por estratégias eficazes para mitigar a crise de saúde mental no ambiente de trabalho.
Efeitos
A pandemia de COVID-19 alterou profundamente as dinâmicas de trabalho. O uso intenso de tecnologias digitais, combinado com um ritmo de trabalho acelerado, contribuiu para um aumento nos casos de burnout.
Trabalhadores enfrentam longas jornadas e metas desafiadoras, o que eleva o nível de estresse no ambiente corporativo.
Além disso, apesar do crescimento do emprego formal, as condições de trabalho não melhoraram significativamente. Muitos ambientes de trabalho carecem de fiscalização efetiva, permitindo a proliferação de práticas prejudiciais à saúde mental dos empregados.
Respostas
O governo brasileiro propôs uma atualização na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), visando o gerenciamento de riscos psicossociais. Esta mudança foi anunciada e está prevista para entrar em vigor em maio de 2026.
Entretanto, a implementação tem enfrentado atrasos devido à resistência de entidades empresariais. A efetividade destas medidas ainda é incerta, uma vez que dependem de como serão aplicadas na prática.




