O céu do Brasil terá um fenômeno astronômico raro neste sábado, 31 de maio. A chamada Lua Azul coincidirá com uma microlua, formando uma combinação pouco comum que poderá ser observada a olho nu em todas as regiões do país.
Apesar do nome, a Lua Azul não ficará azul. O termo é utilizado para definir a segunda Lua Cheia registrada dentro do mesmo mês do calendário, situação que acontece apenas em intervalos de dois a três anos.
O fenôeno ocorre porque o ciclo lunar dura aproximadamente 29 dias e meio, enquanto os meses possuem entre 28 e 31 dias. Assim, quando uma Lua Cheia acontece nos primeiros dias do mês, há tempo suficiente para outra surgir antes do encerramento do período.
Além de ser uma Lua Azul, o evento também será uma microlua. Isso significa que o satélite natural da Terra estará em seu ponto mais distante do planeta, conhecido como apogeu.
Nessa posição, a Lua tende a parecer ligeiramente menor e menos brilhante no céu quando comparada à chamada Superlua, fenômeno oposto que ocorre durante o perigeu, momento de maior aproximação da Terra.
Especialistas explicam que a diferença de tamanho é sutil e dificilmente perceptível sem comparação direta, mas ainda assim o fenômeno chama atenção pela raridade da combinação.

Fenômeno poderá ser visto sem equipamentos
A observação poderá ser feita sem telescópios ou equipamentos especiais. Astrônomos recomendam apenas procurar locais com pouca iluminação artificial, céu limpo e baixa nebulosidade para melhorar a visualização.
Regiões afastadas dos grandes centros urbanos devem oferecer as melhores condições para acompanhar o evento.
Outro detalhe que deve chamar atenção no céu será a proximidade visual entre a Lua Cheia e Antares, considerada a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião.
Conhecida pelo brilho avermelhado, Antares deverá criar um contraste com o tom prateado da Lua, tornando o cenário ainda mais marcante para os observadores.
Próximo evento parecido só em 2037
O fenômeno encerra um mês movimentado para os observadores do céu. No início de maio, astrônomos e curiosos acompanharam a chuva de meteoros Eta Aquáridas, formada por fragmentos deixados pelo famoso Cometa Halley.
Segundo especialistas, uma combinação entre Lua Azul e microlua como a deste fim de semana só deverá voltar a ocorrer em 2037.




