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Brasil fica de fora de novo tratado entre Argentina, Peru, Chile, Bolívia e Equador

Por Pedro Silvini
29/05/2026
Em Geral
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bandeira do brasil

Foto: (Reprodução/Magnific)

Ministros das Relações Exteriores e representantes de alto nível de Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru assinaram nesta quinta-feira (28), em Santiago, um novo acordo regional voltado ao combate do crime organizado transnacional, narcotráfico e imigração irregular. O Brasil não participou da reunião.

O encontro ocorreu em meio ao avanço de facções criminosas e ao aumento da violência em diversos países da América do Sul. Entre as principais preocupações debatidas esteve a atuação da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua, que já opera em vários países do continente, inclusive em território brasileiro.

O presidente chileno, José Antonio Kast, classificou a reunião como um momento “histórico” e afirmou que os países envolvidos estão cansados do avanço do crime organizado sobre bairros, fronteiras e instituições públicas.

Foto: (Reprodução/EFE)

Países querem reforçar fronteiras e inteligência

Durante a cúpula, os governos concordaram em ampliar o compartilhamento de informações de inteligência, reforçar o controle migratório e coordenar ações de segurança nas fronteiras.

Também foi definida a criação de um grupo de trabalho permanente para elaborar medidas concretas nas áreas de segurança pública, inteligência financeira, rastreamento de recursos ilícitos e cooperação institucional.

O chanceler chileno, Francisco Pérez Mackenna, afirmou que o objetivo é garantir maior integração regional no combate às organizações criminosas.

Segundo o plano aprovado, os cinco países voltarão a se reunir em até 180 dias, em Buenos Aires, para avaliar os avanços das medidas anunciadas.

Violência cresce na América Latina

A preocupação regional ocorre em meio ao aumento dos índices de violência ligados ao narcotráfico, extorsão, mineração ilegal e atuação de facções armadas.

Dados citados durante a reunião apontam que a taxa média de homicídios na América Latina chega a 18 mortes por 100 mil habitantes, número três vezes superior à média mundial.

No Equador, considerado até poucos anos atrás um dos países mais seguros da região, a taxa alcançou 51 homicídios por 100 mil habitantes em 2025, crescimento de 550% em apenas cinco anos.

O procurador nacional chileno, Ángel Valencia, afirmou que metade dos crimes violentos registrados na região possui ligação direta com organizações criminosas transnacionais.

Ausência do Brasil chama atenção

A ausência do Brasil foi um dos pontos que mais repercutiram após a reunião, principalmente porque o país faz fronteira com praticamente todos os participantes do acordo e também enfrenta problemas relacionados ao tráfico internacional de drogas e facções criminosas.

Os organizadores destacaram que o crime organizado possui natureza transnacional e que ações isoladas dos governos nacionais já não são suficientes para enfrentar a expansão dessas redes criminosas.

O novo tratado prevê ainda ações coordenadas para rastrear fluxos financeiros ilegais, fortalecer mecanismos regionais de resposta rápida e ampliar a cooperação entre órgãos de segurança e imigração dos países envolvidos.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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