O governo da Argentina adotou, no fim de 2025, uma medida que eliminou um benefício tradicional concedido a integrantes da alta administração pública. Por determinação do presidente Javier Milei, ministros, funcionários e servidores ligados à Chefia de Gabinete deixaram de contar automaticamente com veículos oficiais e motoristas particulares custeados pelo Estado.
A decisão foi implementada por meio de uma resolução da Chefia de Gabinete, comandada por Manuel Adorni, e integrou a política de contenção de gastos públicos promovida pelo governo argentino, conhecida como “motosierra”, expressão utilizada para simbolizar cortes em despesas consideradas não essenciais.
Segundo o governo, a medida teve como objetivo reorganizar a frota oficial e racionalizar a utilização de recursos públicos, dentro de um contexto de austeridade fiscal.

Reorganização da frota pública
Com a nova regra, todas as áreas subordinadas à Chefia de Gabinete foram obrigadas a devolver os veículos e os motoristas que estavam previamente destinados a autoridades e funcionários.
Além disso, cada secretaria precisou apresentar um levantamento detalhado dos automóveis e profissionais vinculados à sua estrutura administrativa para que o governo realizasse uma redistribuição dos recursos disponíveis.
De acordo com o texto oficial, a iniciativa buscou alinhar a utilização dos bens públicos aos princípios de eficiência administrativa, otimização de recursos e controle dos gastos do Estado.
Uso de veículos passa a depender de autorização
Apesar do fim da concessão automática dos carros oficiais, o governo manteve a possibilidade de utilização dos veículos em situações consideradas necessárias.
Nesses casos, o funcionário interessado deve apresentar uma solicitação formal justificando a necessidade do transporte oficial. A autorização somente pode ser concedida após análise e aprovação expressa da Secretaria de Coordenação Legal e Administrativa do governo argentino.
A resolução também preservou o uso de automóveis e equipes de transporte para atividades consideradas essenciais ao funcionamento da Chefia de Gabinete e para missões oficiais relacionadas às funções dos órgãos públicos.
Política de austeridade
A retirada dos carros oficiais e motoristas particulares foi mais uma das medidas adotadas pela administração de Javier Milei para reduzir despesas do setor público.
Desde o início do mandato, o presidente argentino tem defendido uma ampla revisão dos gastos governamentais, com cortes em estruturas administrativas, redução de benefícios e reavaliação de despesas consideradas excessivas pelo Executivo.




