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Enquanto as canetas emagrecedoras disparam, procedimento estético que já foi febre entre brasileiros perde força

Por Carolina Carvalho
16/06/2026
Em Geral
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obesidade

Imagem de Magnific

Nos últimos anos, as chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, tornaram-se opções extremamente populares no tratamento de obesidade (e para quem quer emagrecer no geral). Inclusive, a popularidade desses medicamentos acabou diminuindo a procura por cirurgias bariátricas, um dos métodos mias populares para quem precisa perder muito peso.

Nos Estados Unidos, um estudo publicado na revista científica JAMA Surgery aponta uma diminuição de 34,1% nas cirurgias metabólicas bariátricas entre 2022 e 2024, enquanto o uso das canetas saltou 140,4% no mesmo período. De acordo com o jornal O Globo, dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que, em 2024, houve uma queda de 18% nas bariátricas da rede privada em comparação ao ano anterior. O presidente Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Juliano Canavarros, afirmou ao Globo que, em 2025, essa queda já deve ter passado dos 20%.

Cirurgias bariátricas vão cair em desuso com popularidade das canetas emagrecedoras?

Para o presidente da SBCBM, dizer que a bariátrica vai acabar é uma “visão distorcida da realidade”. Ao Globo, ele explica que medicamentos e cirurgia se complementam, com a segunda opção ainda sendo a mais indicada para pacientes mais graves.

De acordo com Canavarros, as canetas têm ajudado pacientes com obesidade leve e moderada, que não apenas conseguem perder peso, mas veem uma melhora em comorbidades como apneia do sono, dores articulares, pressão alta e diabetes. Por outro lado, o especialista aponta que pacientes mais graves continuam buscando cada vez mais as bariátricas.

Ele ainda explica que 5 a 10% dos pacientes abandonam o tratamento com as canetas por causa dos efeitos colaterais e mais 5 a 10% abandonam porque não teve resultados. “Alguns pacientes desenvolvem anticorpos contra essas drogas, que acabam neutralizando o seu efeito. Então existe um público grande que nem vai conseguir seguir o tratamento”, aponta o especialista.

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Carolina Carvalho

Carolina Carvalho

Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

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