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Comprar este tipo de carro no Brasil vai ficar bem mais caro a partir de 2026

Por Pedro Silvini
21/06/2026
Em Geral
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carro

(Reprodução/Magnific)

A partir de julho de 2026, os consumidores brasileiros deverão enfrentar preços mais elevados para a compra de carros elétricos e híbridos importados. O aumento ocorre porque entrará em vigor a última etapa do cronograma de recomposição do imposto de importação definido pelo governo federal, estabelecendo uma alíquota única de 35% para todos os modelos eletrificados vindos do exterior.

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A mudança encerra um período de transição iniciado em 2024, quando as taxas eram reduzidas para estimular a chegada de novas montadoras ao país e permitir a instalação de unidades produtivas em território nacional.

Atualmente, os híbridos convencionais são taxados em 30%, os híbridos plug-in em 28% e os elétricos em 25%. Com a nova regra, todos passarão a pagar os mesmos 35%.

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As fabricantes aceleraram a chegada de veículos ao Brasil antes do encerramento das cotas de isenção, previsto para 30 de junho. Além da elevação das alíquotas, também será encerrado o sistema de cotas que permitia importar determinados volumes com benefícios tributários.

As cotas em vigor alcançam US$ 43 milhões para híbridos convencionais, US$ 75 milhões para híbridos plug-in e US$ 141 milhões para veículos totalmente elétricos.

Diante do cenário, marcas chinesas vêm intensificando a logística de desembarque. A BYD realizou recentemente uma operação de 24 horas para descarregar mais de 4 mil veículos, mobilizando cerca de 150 trabalhadores e 90 caminhões-cegonha. A empresa já prepara uma nova operação, em Itajaí (SC), para receber mais 7,2 mil automóveis.

A Geely também ampliou o ritmo das importações em meio ao crescimento da demanda brasileira.

BYD
(Reprodução/Magnific)

Mercado cresce em ritmo acelerado

O interesse pelos eletrificados segue em expansão no país. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que, apenas no primeiro trimestre de 2026, foram emplacados 83.497 veículos eletrificados no Brasil, crescimento de 110% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O volume praticamente equivale a todo o mercado registrado em 2023 e superou as previsões das montadoras. Em alguns casos, como o Geely EX2, os primeiros lotes foram esgotados antes do previsto, provocando atrasos nas entregas até a chegada de novos carregamentos.

Produção nacional ganha força

A elevação dos impostos foi planejada justamente para incentivar a nacionalização da produção. O governo adotou, em 2024, uma política de transição, quando os tributos eram de 10% para elétricos, 12% para híbridos plug-in e zero para híbridos convencionais.

Com a proximidade da alíquota máxima, fabricantes passaram a acelerar seus projetos industriais no país. BYD e GWM estão entre as pioneiras na estratégia de produção local, utilizando sistemas CKD (veículos desmontados) e SKD (parcialmente montados).

A fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, é um dos principais investimentos em andamento. Outras empresas, como Leapmotor, Geely e General Motors, também estudam ampliar a fabricação local de modelos eletrificados.

Além delas, GAC, Omoda & Jaecoo e MG Motor já manifestaram interesse em produzir no Brasil, embora ainda não tenham anunciado projetos definitivos.

Impacto nos preços pode variar entre as marcas

Especialistas avaliam que os reajustes não serão uniformes. Fabricantes mais dependentes das importações podem sentir os efeitos de forma mais intensa.

Modelos produzidos parcialmente no Brasil, como o BYD Dolphin Mini, tendem a sofrer menor impacto graças à redução da dependência das importações. Já marcas com produção local ainda em fase de implantação poderão enfrentar maior pressão sobre os preços.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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