O inverno de 2026 começa oficialmente neste domingo (21), às 5h25 no horário de Brasília, com a ocorrência do solstício de inverno no Hemisfério Sul. O fenômeno astronômico marca o dia mais curto e a noite mais longa do ano, simbolizando o início da estação mais fria no país.
O evento acontece quando o eixo da Terra atinge uma posição em que o Hemisfério Sul fica mais inclinado para longe do Sol, reduzindo a incidência de radiação solar ao longo do dia e provocando a diminuição das temperaturas.
Apesar do início oficial do inverno astronômico, a estação deve apresentar um comportamento atípico no Brasil em 2026 devido à influência do fenômeno El Niño, segundo previsão da consultoria meteorológica Nottus.
De acordo com o estudo, o El Niño tende a reduzir a intensidade das ondas de frio nos próximos três meses, embora o início da estação ainda seja marcado por temperaturas mais baixas em algumas regiões. O meteorologista Alexandre Nascimento explica que os efeitos do fenômeno devem frear as baixas temperaturas principalmente a partir de agosto, quando períodos mais secos e a atuação de ventos vindos do Norte podem favorecer uma elevação gradual dos termômetros.
Segundo ele, isso não significa ausência de frio, mas sim a ocorrência de episódios mais curtos e pontuais de queda de temperatura.
Chuvas devem variar entre regiões do país
O levantamento da Nottus aponta ainda mudanças significativas no regime de chuvas ao longo do inverno. A Região Sul deve registrar precipitações acima da média histórica, enquanto o Norte e o Nordeste tendem a enfrentar chuvas mais irregulares e de menor intensidade, aumentando o risco de períodos de seca.
No Sudeste e no Centro-Oeste, o mês de julho deve concentrar chuvas acima da média. Já em agosto, a previsão indica maior volume de precipitação no extremo Norte, no litoral do Nordeste e também no Sul, enquanto Minas Gerais, Goiás e o interior nordestino devem entrar em um período mais seco.
Para setembro, o cenário se intensifica no Sul, com chuvas acima da média climatológica, enquanto o Nordeste deve registrar índices abaixo da média nas regiões leste e norte.
Risco de extremos e atenção ao “Super El Niño”
Apesar do aumento das chuvas no Sul, o meteorologista Alexandre Nascimento afirma que, até o momento, não há previsão de eventos extremos semelhantes aos registrados no Rio Grande do Sul em 2024.
Ainda assim, o cenário climático exige atenção. A partir de setembro e até fevereiro de 2027, há grande probabilidade de que o El Niño atinja intensidade muito forte, com elevação superior a 2,5°C na temperatura das águas do oceano, o que caracteriza o chamado “Super El Niño”.




