O Cruzeiro encaminhou a saída do volante Walace e definiu seu empréstimo ao Vitória até o fim da temporada. A negociação representa o encerramento de uma passagem que ficou abaixo das expectativas na Toca da Raposa e marca a despedida do jogador de companheiros de elenco, entre eles o meia Matheus Pereira, um dos principais nomes da equipe celeste.
Aos 31 anos, Walace deve assinar contrato com o clube baiano nos próximos dias. Embora tenha vínculo com o Cruzeiro até o fim de 2028, o volante não conseguiu se firmar desde sua chegada, em julho de 2024, quando foi contratado junto à Udinese, da Itália, por cerca de 6 milhões de euros, valor que correspondia a aproximadamente R$ 36 milhões na época.
Contratado como um dos principais reforços da gestão de Pedro Lourenço, Walace chegou cercado de expectativa, mas não conseguiu conquistar espaço de forma definitiva sob os comandos de Fernando Seabra, Fernando Diniz, Leonardo Jardim e, posteriormente, Tite.
A situação se agravou após uma polêmica interna ocorrida em abril. Desde então, o volante foi afastado das atividades do grupo principal e passou a treinar separadamente enquanto a diretoria buscava alternativas para negociá-lo. O alto salário também dificultou o interesse de outros clubes ao longo das conversas.
Com o acerto encaminhado com o Vitória, o jogador encerra um ciclo discreto no clube mineiro e se despede dos companheiros com quem conviveu nas últimas temporadas.

Matheus Pereira vive momento oposto na Raposa
Enquanto Walace deixa Belo Horizonte em busca de novos rumos, Matheus Pereira atravessa uma fase completamente diferente no Cruzeiro. O camisa 10 se transformou em uma das principais referências técnicas da equipe desde sua chegada em 2023 e alcançou reconhecimento nacional pelas atuações consistentes.
A trajetória do meia, no entanto, também exigiu mudanças ao longo da carreira. Em entrevista à ESPN, o ex-diretor do Sporting, Augusto Inácio, revelou que o jogador precisou evoluir principalmente no aspecto mental para atingir o nível atual.
Segundo o dirigente português, Matheus sempre apresentou qualidade técnica acima da média, mas precisava desenvolver maior intensidade, agressividade competitiva e capacidade de adaptação às exigências dos treinadores. Inácio afirmou que costumava aconselhar o brasileiro a ouvir mais os comandantes e modificar alguns comportamentos dentro e fora de campo para alcançar seu potencial máximo.
Após passagens por Sporting, Nuremberg, West Bromwich e Al Hilal, Matheus encontrou no Cruzeiro o ambiente ideal para se consolidar. O meia virou destaque da equipe, entrou no radar da Seleção Brasileira e chegou a figurar entre os 55 nomes da pré-lista elaborada por Carlo Ancelotti, embora não tenha sido convocado para a relação final.




