Em 18 de maio deste ano, a teuto-brasileira Alda Schlemm Niemeyer completou seus 106 anos de idade. A imagem que colocamos acima é do aniversário de 104 anos da moradora de Blumenau, em Santa Catarina. A centenária se tornou uma figura conhecida em sua cidade não apenas pela sua idade, mas por sua história de vida pra lá de fascinante.
Saiba mais sobre a vida de Alda Schlemm Niemeyer
Alda nasceu em 1920, na cidade de Joinville, Santa Catarina, filha de Wanda Mueller Schlemm e Frederico Alexandre Schlemm. Seu pai morreu quando ela tinha apenas um ano e sua mãe acabou se mudando para a capital Curitiba, onde os seus pais (e avós de Alda) moravam. O avô era um dos dos donos de um empreendimento que mais tarde se tornaria o Shopping Müller. Wanda se casou novamente com Max Alfred Bayer, que virou a referência paterna de Alda.
A sua infância foi relativamente tranquila e o sonho de ser bailarina foi substituído pelo de ser médica, em uma época em que a profissão ainda era muito restrita aos homens. A primeira mulher a conseguir exercer a profissão em Santa Catarina, Wladyslawa Wolowska, só havia conseguido o feito em 1932.
Aos 18 anos, Alda ganhou de presente uma viagem para a Alemanha junto a mãe e a irmã Marthali. Os planos iniciais eram passar três meses por lá, mas, com a Segunda Guerra Mundial, elas acabaram ficando na Europa por nove anos. Alda, que na época trabalhava em uma clínica dentária, tornou-se enfermeira, uma experiência que ela descreveu como “dolorosa”, segundo o Diário Catarinense.
Ainda na Alemanha, ela se casou com o Günter Hermann Schierz, líder de um conglomerado responsável por grandes obras de engenharia, com quem teve três filhos (esse terceiro nascido no Brasil). Em 1947, ela voltou ao nosso país. Em 1950, ela se separou, mas anos depois se reencontrou com um amigo de infância, Érico Rocco Niemeyer, com quem se casou e teve mais três filhos.
Em 1976, ela perdeu um dos seus filhos, Ronny, do segundo casamento, com apenas 23 anos de idade. Aos 56 anos, ela ouviu do marido que precisava fazer algo para ocupar o tempo e ela retomou um sonho antigo: o radioamadorismo. Em 1983, ela viveu um momento marcante de sua carreira, quando ajudou nas grandes enchentes. Depois disso, continuou prestando serviços à Defesa Civil.
Ela e Érico ficaram juntos até 2003, quando ele faleceu. Em 2016, ela sofreu um infarto que acabou limitando alguns dos seus movimentos, mas ela continuou com uma disposição de dar inveja. “Gosto de viver, rir, contar com as pessoas. Eu acho que se deve viver o presente para embasar o futuro. Acredito que tudo que cai nas nossas mãos e conseguimos pegar não é problema. O problema é quando não pegamos”, declarou ao Diário Catarinense.




