As famílias atendidas pelo Bolsa Família que possuem duas crianças de até 6 anos de idade poderão receber um adicional de R$ 300 nos pagamentos de julho de 2026. O valor faz parte dos benefícios complementares previstos pelo programa social e será depositado juntamente com a parcela mensal, seguindo o calendário oficial definido pelo governo federal.
Na prática, o bônus corresponde ao Benefício Primeira Infância, que garante R$ 150 por criança nessa faixa etária. Assim, famílias com duas crianças pequenas recebem um acréscimo total de R$ 300 sobre o valor regular do Bolsa Família.
O Bolsa Família assegura um pagamento mínimo de R$ 600 por domicílio. Além desse valor, o programa conta com benefícios adicionais voltados para crianças, adolescentes, gestantes e bebês.
Entre eles estão:
- R$ 150 por criança de até 6 anos;
- R$ 50 para gestantes;
- R$ 50 para jovens entre 7 e 17 anos;
- R$ 50 para bebês de até sete meses de idade.
Dessa forma, uma família que recebe o valor mínimo de R$ 600 e possui duas crianças de até 6 anos pode alcançar pelo menos R$ 900 no mês, sem considerar outros adicionais que possam ser acumulados.
O programa também inclui o Benefício de Renda de Cidadania, que paga R$ 142 por integrante da família, e o Benefício Complementar, utilizado para garantir que nenhum beneficiário receba menos de R$ 600 por mês.
Calendário de julho já está definido
Os depósitos referentes ao mês de julho ocorrerão entre os dias 20 e 31, seguindo o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).
Confira o cronograma:
- NIS final 1: 20 de julho;
- NIS final 2: 21 de julho;
- NIS final 3: 22 de julho;
- NIS final 4: 23 de julho;
- NIS final 5: 24 de julho;
- NIS final 6: 27 de julho;
- NIS final 7: 28 de julho;
- NIS final 8: 29 de julho;
- NIS final 9: 30 de julho;
- NIS final 0: 31 de julho.
Os recursos costumam ser liberados nas primeiras horas da manhã, permitindo que os beneficiários movimentem o dinheiro no mesmo dia do depósito.
Municípios em emergência têm pagamento antecipado
Em cidades que estejam sob decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pelo governo federal, o calendário é unificado.
Nesses casos, todos os beneficiários recebem o pagamento logo no primeiro dia do cronograma, independentemente do número final do NIS.
Regra de proteção continua em vigor
O Bolsa Família também mantém a chamada regra de proteção, mecanismo criado para evitar que famílias percam imediatamente o benefício ao conquistarem aumento de renda.
Em junho de 2026, cerca de 2,26 milhões de famílias estavam enquadradas nessa modalidade, recebendo benefício médio de R$ 369,27.
A regra permite que famílias que conseguiram emprego formal ou elevaram seus rendimentos continuem recebendo 50% do valor a que teriam direito por até um ano, desde que a renda mensal por pessoa não ultrapasse R$ 706.
Somente em junho, aproximadamente 140 mil famílias passaram a integrar essa fase de transição após registrarem crescimento na renda familiar.




