Trabalhadores brasileiros que mantiveram vínculos formais entre 1971 e 1988 têm, desde o último dia 25, a oportunidade de acessar valores esquecidos do PIS/Pasep. As informações são fornecidas pelo Ministério da Fazenda, que lançou um novo período de liberação desses recursos para os contribuintes.
Esta iniciativa visa beneficiar tanto os trabalhadores quanto seus herdeiros, permitindo que confiram se têm quantias a receber e, caso afirmativo, como proceder para o saque.
A pesquisa sobre potenciais valores a receber pode ser feita através do site do Ministério da Fazenda, denominado Repis Cidadão, ou pelo aplicativo do FGTS. Para acessar, será necessário fazer login com o CPF e senha gov.br, além de informar o Número de Identificação Social (NIS).
Esse número pode ser encontrado em documentos como o Cartão Cidadão ou em um extrato do FGTS. Segundo o governo federal, o saldo médio para saque é de aproximadamente R$ 2.800 por pessoa, mas isso pode variar segundo o tempo de serviço e os salários recebidos.
Processo de verificação e solicitação
Uma vez identificado um saldo disponível, os interessados devem seguir as instruções online para anexar os documentos exigidos. O prazo para solicitar o ressarcimento é até 30 de setembro de 2028.
Valores não retirados até esta data serão incorporados ao Tesouro Nacional. Herdeiros possuem um procedimento específico, onde devem comprovar o direito à herança. O site do Repis Cidadão oferece orientações detalhadas para cada caso.
Diferença entre o fundo antigo e o benefício atual
O fundo PIS/Pasep, criado em 1970, destinava-se a fomentar a poupança para trabalhadores do setor privado e servidores públicos. Este sistema foi extinto em 2020, com os valores remanescentes transferidos ao Tesouro em 2023.
Atualmente, o abono salarial é oferecido de acordo com critérios rígidos, desvinculados do antigo fundo. Essa distinção confirma que os direitos ao PIS/Pasep não estão relacionados ao abono salarial vigente. Os brasileiros que se encaixam nas condições mencionadas têm uma janela de tempo, até 2028, para buscar os valores a que têm direito.




