Os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre eles milhões de idosos com mais de 60 anos, receberam uma notícia positiva sobre a análise de benefícios previdenciários. A fila de requerimentos voltou a diminuir e atingiu o menor patamar desde outubro de 2024, segundo a presidente do órgão, Ana Cristina Silveira.
De acordo com o balanço, o estoque de pedidos caiu para 1,9 milhão de processos até 25 de junho, consolidando o quarto mês consecutivo de redução. A expectativa do instituto é que a fila continue diminuindo nos próximos meses, ainda que em um ritmo mais gradual.
Apesar da melhora, a presidente do INSS afirmou que ainda existem 616 mil pedidos com prazo legal de análise vencido. A meta estabelecida pelo governo federal é eliminar esse estoque até o fim de setembro.
Segundo Ana Cristina Silveira, parte dos 1,9 milhão de requerimentos restantes ainda está dentro do prazo de 45 dias previsto para análise ou depende do envio de documentos e informações complementares pelos próprios segurados.
Em junho, o número de processos represados foi reduzido em 267 mil. Embora o resultado tenha sido inferior ao registrado em maio, quando houve queda de 366 mil pedidos, a presidente explicou que os casos de solução mais rápida já foram analisados, tornando a redução da fila naturalmente mais lenta.
Mudanças nos sistemas devem acelerar análises
Em sua primeira entrevista desde que assumiu a presidência do INSS, em abril, Ana Cristina Silveira afirmou que a estratégia para manter a redução da fila passa por mudanças estruturais no funcionamento do órgão.

Segundo ela, estão sendo implementadas melhorias nos sistemas informatizados, aperfeiçoamento dos fluxos de trabalho e maior integração entre o INSS, o Ministério da Previdência e a Dataprev, estatal responsável pela tecnologia da Previdência Social.
“A entrega que a gente quer fazer não é apenas para 2026. É uma entrega estruturante, melhorando sistemas e fluxos para que os benefícios sejam analisados de forma permanente dentro de um prazo razoável”, afirmou.
A presidente também reconheceu que um dos principais desafios ainda enfrentados pelo instituto são as frequentes falhas nos sistemas eletrônicos, que interrompem a análise dos benefícios e afetam tanto os servidores quanto os segurados.




