A Europa atravessa uma das ondas de calor mais severas já registradas, com impactos diretos na rotina de milhões de pessoas. Na França, cenas atípicas foram flagradas na cidade de Chambray-lès-Tours, onde consumidores disputavam ventiladores e condicionadores de ar em meio ao avanço das temperaturas.
O governo francês elevou mais da metade do país ao nível máximo de alerta, diante da previsão de termômetros acima dos 40 graus em diversas regiões.
🚨🇫🇷 FLASH | La chaleur rend-elle complètement fou ? À Chambéry, des dizaines de clients se sont rués vers les climatiseurs dès l’ouverture d’un magasin. Entre bousculades, tensions et course dans les rayons, la scène a rapidement dégénéré sous les yeux des personnes présentes.… pic.twitter.com/QxELU0eYOz
— Cpasdeslol (@cpasdeslol_X) June 25, 2026
Calor em diversos países
A Alemanha também registra marcas extremas, com os termômetros atingindo 41,5 graus. Em Berlim, a população recorreu a canhões de água instalados nas proximidades do Portão de Brandemburgo para amenizar o desconforto térmico, enquanto a procura por pontos de sombra e ambientes refrigerados cresce a cada dia.
A Itália enfrenta dias consecutivos de calor intenso, com previsão de máximas entre 36 e 37 graus em cidades como Roma, onde turistas e moradores enfrentam filas sob sol forte para acessar monumentos históricos. Muitos buscam refúgio em áreas subterrâneas próximas ao Templo de Cláudio, que oferecem alívio temporário.
Reino Unido, Suíça e Espanha também acionaram alertas diante da persistência das altas temperaturas. Na Suíça, a cidade de Schaffhausen registrou 35,7 graus na última sexta-feira, 19 de junho, a maior temperatura já medida para o mês na localidade.
Mudanças climáticas
O fenômeno não é isolado e tem relação direta com as mudanças climáticas, conforme aponta estudo divulgado pela World Weather Attribution no dia 26 de junho. A pesquisa indica que as ondas de calor na Europa estão mais frequentes e intensas por conta da ação humana, e que o continente aquece em ritmo superior à média global.
O levantamento também revela que as temperaturas máximas diurnas em partes do sul da Inglaterra, França, Bélgica e Holanda chegaram a ficar 4 graus acima do esperado para o período, há cerca de 20 anos.




