A Igreja Católica Apostólica Romana pode até se apresentar como uma unidade, mas sabemos que não é bem assim. Assim como em tantas organizações, dentro da Igreja temos várias “rachaduras”, com grupos que discordam uns dos outros. Um exemplo dessas rachaduras é um movimento católico ultraconservador que vem crescendo no Brasil indo contra orientações de Roma.
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X é uma congregação que se recusa a aceitar as reformas modernizantes que o Vaticano promoveu nos anos 1960. Nessa congregação, as missas continuam sendo rezadas em latim, assim como nos tempos medievais, com o padre de costas para os fiéis na maior parte do tempo — será que os fiéis da congregação falam latim, pelo menos ou eles passam a cerimônia inteira sem entenderem uma palavra?. Entre os fiéis, as mulheres usam apenas saias ou vestidos longos, além de lenços de seda cobrindo os cabelos.
Divisão ultraconservadora da Igreja Católica surgiu em 1970
De acordo com uma matéria da BBC, essa congregação surgiu em 1970, na Suíça, e desde então desafia a Santa Fé. Em 1988, o fundador, o arcebispo francês Marcel Lefebvre, foi excomungado depois de nomear quatro novos bispos sem a permissão do papa da época, João Paulo II. Essa punição proíbe participação na comunhão e outros ritos e sacramentos católica.
Apesar da punição, a congregação cresceu e até se internacionalizou, chegando à América do Sul pela Argentina e entrou no Brasil, onde vem ganhando força com o avanço de correntes conservadoras entre católicos brasileiros. Atualmente, essa congregação está presente em quatro das cinco regiões do Brasil, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Piauí e Maranhão.




