Em última entrevista coletiva como técnico da seleção do Uruguai, Marcelo Bielsa aproveitou para comentar a situação física de Giorgian De Arrascaeta e respondeu às críticas envolvendo a recuperação do meia durante o período que antecedeu a Copa do Mundo de 2026. O treinador negou qualquer responsabilidade da comissão técnica uruguaia pela lesão muscular do jogador e ainda elogiou o trabalho realizado pelo Flamengo na gestão física do atleta.
Arrascaeta não entrou em campo em nenhuma partida da campanha uruguaia no Mundial. O camisa 10 chegou à competição após um longo processo de recuperação de uma fratura na clavícula e, pouco antes do início da Copa, sofreu uma lesão de grau 2 na panturrilha, o que o impediu de atuar.
Segundo Bielsa, o problema muscular não teve relação com os treinamentos realizados pela seleção.
“A lesão muscular do Arrascaeta denunciada pelo Flamengo não tem absolutamente nada a ver com o que nós, como comissão técnica e corpo médico, fizemos com a situação da recuperação”, afirmou.
O treinador acrescentou que o meia seguiu rigorosamente o tratamento durante todo o período.
“O Arrascaeta viveu cada dia a serviço da sua saúde. O tempo de recuperação foi o adequado. Não havia como fazer melhor.”

Elogios ao trabalho do Flamengo
Apesar de rebater as críticas, Bielsa fez questão de reconhecer o trabalho desenvolvido pelo departamento médico e pela preparação física do Flamengo com o uruguaio.
Na avaliação do técnico argentino, o clube carioca teve papel fundamental na evolução física do jogador ao longo dos últimos anos.
“O que o Flamengo fez para transformar o Arrascaeta no melhor meia ofensivo das Américas é uma obra extraordinária do ponto de vista da gestão da saúde de um jogador.”
O comandante também destacou a evolução do atleta, afirmando que ele deixou para trás o histórico de lesões frequentes.
Motivo para não utilizar Arrascaeta na Copa
Bielsa também explicou por que optou por não colocar Arrascaeta em campo nem mesmo na derrota para a Espanha, resultado que selou a eliminação do Uruguai ainda na fase de grupos.
Segundo ele, o meia havia passado quase dois meses sem treinar normalmente e participou do primeiro treino completo apenas na véspera da última partida da equipe.
“Imaginem qual era a possibilidade real de jogar depois de dois meses sem treinar e apenas cinco dias antes do quarto jogo da Copa. Autorizei todo o processo porque Arrascaeta sempre foi extremamente comprometido”, explicou.




