A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, indicou que o preço da gasolina poderá passar por uma nova redução nos próximos dias, caso seja mantida a tendência de queda das cotações internacionais do petróleo. A declaração foi feita nesta quarta-feira (1º), um dia após a estatal anunciar um corte no preço do diesel e, na sequência, reduzir também o valor do querosene de aviação (QAV).
Segundo a executiva, a companhia acompanha continuamente o comportamento do mercado internacional e aplica sua política de preços buscando refletir essa tendência, mas evitando repassar ao consumidor as oscilações diárias das commodities.
Apesar da sinalização, Magda ressaltou que ainda é cedo para confirmar um reajuste da gasolina.
“Nós olhamos isso o tempo todo e vamos acompanhar o que vai acontecer com os preços internacionais, com certeza. Mas essa pergunta [sobre corte de preço] eu não vou responder porque ela é prematura”, afirmou.
Diesel e querosene de aviação já ficaram mais baratos
Na terça-feira (30), a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras.
Já nesta quarta-feira, a companhia confirmou um corte de 14,5% no preço do querosene de aviação (QAV), equivalente a uma redução de R$ 0,81 por litro. Com o reajuste, o combustível passou a ser comercializado nas refinarias da estatal entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro.
De acordo com a Petrobras, a queda foi possível após a diminuição dos impactos que o conflito no Oriente Médio vinha provocando sobre os preços internacionais dos derivados de petróleo.
Petrobras monitora mercado internacional
Magda Chambriard reforçou que a política comercial da Petrobras busca acompanhar a tendência do mercado global sem transferir toda a volatilidade internacional aos consumidores brasileiros.
Segundo ela, esse mesmo princípio deverá ser aplicado à gasolina.
A presidente lembrou ainda que a gasolina foi o combustível que demorou mais para sofrer impacto da alta provocada pelas tensões geopolíticas internacionais, justamente porque a companhia procurou amortecer as oscilações do mercado externo.
No fim de maio, a Petrobras reajustou o preço da gasolina após o governo federal anunciar uma subvenção de R$ 0,44 por litro, mecanismo que ajudou a compensar o aumento nas refinarias.




