Uma das redes de supermercados mais tradicionais do Rio Grande do Sul encerrou definitivamente suas atividades após uma decisão estratégica do Grupo Carrefour Brasil. A marca Nacional, que chegou a operar mais de 100 lojas no estado e marcou gerações de consumidores, teve todas as unidades desativadas após a venda de suas operações.
Fundado em 1969, no município de Esteio (RS), o supermercado Nacional passou a integrar o Grupo Carrefour após a aquisição do Grupo BIG, concluída em 2021 por cerca de R$ 7 bilhões. Em 2022, a administração da rede passou oficialmente para o Carrefour Brasil, mas a permanência da bandeira durou pouco.
Em 2024, o Carrefour decidiu vender todas as lojas do Nacional localizadas no Rio Grande do Sul e no Paraná, além das unidades da rede Bom Preço no Nordeste.
Segundo o CEO do Carrefour na América Latina, Pablo Lorenzo, a medida faz parte de uma mudança na estratégia da empresa, que passou a concentrar seus investimentos em formatos considerados mais rentáveis e de maior escala.
A prioridade do grupo passou a ser a expansão do Atacadão, voltado ao modelo de atacarejo, e do Sam’s Club, rede de clubes de compras.
“Nossa estratégia mudou. Queremos focar em lojas grandes, formatos de atacarejo e clubes de compras”, afirmou o executivo em entrevista.
Atacadão concentra maior parte do faturamento
A mudança acompanha o desempenho financeiro do grupo. De acordo com o Ranking Abras, o Carrefour Brasil encerrou 2025 como a maior rede de varejo alimentar do país pelo décimo ano consecutivo, com faturamento de R$ 123,5 bilhões.
Grande parte desse resultado vem justamente do Atacadão, responsável por aproximadamente 70% da receita da companhia, consolidando o formato como o principal foco de expansão da empresa.
Marca deixa legado no Rio Grande do Sul
Criado em 1969, o Nacional se tornou uma das redes mais conhecidas do Rio Grande do Sul, chegando a ultrapassar a marca de 100 lojas distribuídas pelo estado.
Mesmo com o encerramento da bandeira, o Carrefour informou que parte da estrutura da antiga rede foi reaproveitada, incluindo equipamentos como carrinhos de compras e outros materiais utilizados nas operações.




