A Associação de Futebol Argentino (AFA), o órgão máximo responsável por gerir o sistema de ligas no país, incluindo a seleção argentina, entrou na mira de uma investigação do FBI. O órgão federal dos Estados Unidos está apurando transações financeiras suspeitas de mais de US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,55 bilhão, no sistema financeiro estadunidense. A investigação ganhou essa repercussão em meio à Copa do Mundo, em que a seleção da Argentina está caminhando para disputar as quartas de final do mundial.
Saiba mais sobre a investigação do FBI contra a AFA
A investigação foca principalmente na atuação da associação da Argentina, presidiada por Claudio Tapia, e na sua relação com a empresa TourProdCenter LLC. Essa empresa atuava como agente de cobrança dos contratos internacionais da AFA com patrocinadores e parceiros comerciais. Entre esses contratos, tem um de US$ 60 milhões (R$ 310,34 milhões) com a Adidas e outro de US$ 40 milhões (R$ 206,9 milhões) com a Warner.
De acordo com o jornal La Nación, agentes do FBI e integrantes do Departamento de Justiça dos EUA já colheram depoimentos sobre as operações financeiras que a associação fez em solo norte-americano para verificar se alguma dessas operações poderia ser lavagem de dinheiro ou fraude bancária. Os agentes também ouviram o empresário Guilherme Tofoni em reunião por videoconferência.
A AFA não se pronunciou sobre a investigação até o momento.
As apurações vêm ganhando forma desde o ano passado, sendo conduzidas pelos procuradores-gerais Patrick Gushue e Christopher Ting, em Washington. De acordo com a CNN Brasil, Gushue é membro da Unidade de Integridade Bancária do Departamento de Justiça, especializada em crimes financeiros, e Berger atuou na condenação do ex-controlador-geral do Equador, Carlos Ramón Polit Faggioni, por lavagem de dinheiro em Miami.




