A estratégia da Uber para ampliar sua base de usuários nos Estados Unidos ganhou um novo capítulo com a expansão, no dia 23 de abril, do teste que permite pagamentos em dinheiro. O programa, que começou em março com duas cidades, Cincinnati e San Antonio, foi estendido para Dallas, Orlando e Fort Myers, na Flórida. A medida visa atrair passageiros que não utilizam cartões de crédito ou débito, um contingente expressivo no país.
Para aderir à modalidade, o usuário precisa ser verificado pela plataforma. O processo inclui o cruzamento das informações cadastrais com bancos de dados externos e o envio de uma foto.
A empresa também estabeleceu restrições: os motoristas não podem dar troco, e o pagamento em espécie não é aceito entre 23h e 6h. Apenas condutores com boa avaliação e experiência podem participar.
Movimento encontra respaldo em dados do setor
O movimento da Uber encontra respaldo em dados do setor. Em 2023, cerca de 14% dos lares americanos, o que representa 19 milhões de pessoas, eram considerados sub-bancarizados, segundo o FDIC.
A empresa reconhece que o transporte deve ser acessível a todos, mas que nem todos têm conta bancária ou cartão. O teste, portanto, busca atender a essa parcela da população, ao mesmo tempo que amplia as oportunidades de renda para os motoristas.
Valores creditados na conta do passageiro
A operação prevê que valores pagos em excesso sejam creditados na conta do passageiro. Caso o montante entregue seja insuficiente, o saldo devedor será cobrado no aplicativo, e o usuário precisará quitar a dívida antes de solicitar nova corrida.
A Uber não divulgou números sobre corridas concluídas com dinheiro, nem o total de passageiros verificados, tampouco a duração prevista para o piloto. A empresa afirma que monitora os resultados, coleta feedback e mantém a segurança como prioridade.








