Em 2024, diretores da Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) aprovaram um projeto-piloto para substituir as tradicionais bulas de papel de medicamentos por bulas digitais. De acordo com o diretor relator do projeto, Daniel Pereira, a proposta caminha na tendência da modernização e da transformação digital no setor da saúde, alinhando-se a uma tendência mundial. “Essa é uma oportunidade para aprimorar a acessibilidade e a personalização das informações de saúde”, afirmou Pereira.
Aprovado há dois anos, esse projeto-piloto para a criação de bulas digitais terá vigência até 31 de dezembro deste ano. Durante esse período, estão sendo (e ainda serão) coletadas e monitoradas informações que devem servir como subsídio para a futura regulamentação definitva sobre o tema.
Como iriam funcionar as bulas digitais?
De acordo com a Anvisa, a bula digital, como o próprio nome já diz, é uma versão eletrônica da bula de medicamento. Essa bula poderia ser acessada por meio da leitura, nas embalagens, de um código de barras bidimensional (QR Code). “A bula digital também permite o acesso a informações adicionais, como vídeos, áudios e outras instruções que ajudem no uso adequado do medicamento”, explica o site da Agência.
Isso não significaria que as bulas impressas deixariam de existir. Pacientes ou profissionais de saúde ainda poderiam solicitar essas versões físicas em farmácias. Inclusive, os estabelecimentos teriam a obrigação de informar que fornecem essas bulas físicas aos seus clientes através de cartazes ou avisos com a seguinte frase: “atenção: Este estabelecimento dispensa medicamentos com bula digital! Você pode acessá-la online. Caso prefira, solicite a bula impressa a um de nossos atendentes.”








