Viajar de ônibus acompanhado do animal de estimação já é uma realidade para muitos brasileiros. Com o crescimento do turismo pet friendly, empresas do transporte rodoviário têm permitido o embarque de cães, gatos e outros pequenos animais, desde que os tutores cumpram as normas previstas na legislação e as regras específicas estabelecidas por cada viação.
Embora o transporte seja autorizado em diversas empresas, as condições variam conforme a operadora. Há companhias que restringem o serviço ou permitem apenas o embarque de cães-guia, tornando essencial a consulta prévia antes da compra da passagem.
Para viajar com cães e gatos, o tutor deve apresentar o Atestado Sanitário para Trânsito de Cães e Gatos, emitido por médico-veterinário dentro do prazo de validade de dez dias, além da carteira de vacinação atualizada, incluindo a imunização antirrábica.
As regras seguem a Instrução Normativa nº 18/2006, do então Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e orientações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
No caso de animais silvestres, como aves e roedores, também é necessária a documentação específica, incluindo a Guia de Trânsito Animal (GTA) e autorizações dos órgãos ambientais competentes, como o Ibama, quando exigidas.
Caixa de transporte é indispensável
Os animais devem permanecer durante toda a viagem em caixas ou bolsas de transporte apropriadas, conhecidas como cases, que garantam segurança e conforto.
Para cães e gatos de até 10 quilos, a regra determina que o animal permaneça dentro da caixa, posicionada sob a poltrona do tutor. A retirada do pet durante o trajeto não é permitida.
Já os animais de médio, grande ou gigante porte, em regra, não podem ser transportados nos ônibus convencionais, nem mesmo no bagageiro.
Algumas empresas exigem ainda que o tutor adquira uma poltrona adicional para acomodar adequadamente o animal, enquanto outras estabelecem limites próprios de peso ou tamanho.
Empresas podem estabelecer regras adicionais
Apesar das normas gerais, cada viação possui regulamento próprio para o transporte de animais.
Existem empresas que autorizam apenas cães-guia, enquanto outras exigem avaliação veterinária para eventual uso de sedativos, quando considerados necessários para o bem-estar do animal durante o percurso. Nesses casos, a medicação deve ser prescrita exclusivamente por um médico-veterinário.
Por isso, especialistas recomendam verificar todas as condições diretamente com a empresa antes da viagem para evitar impedimentos no embarque.
Planejamento ajuda a reduzir o estresse da viagem
Além da documentação, veterinários orientam que o tutor planeje a viagem com antecedência.
Em trajetos longos, é importante aproveitar as paradas para permitir que o animal descanse e reduza o estresse, sempre respeitando as regras da empresa. Também é recomendado levar água, brinquedos, tapete higiênico, cobertor e outros itens que proporcionem conforto ao pet.
Outro cuidado é evitar viagens em horários de calor intenso sempre que possível.
Turismo pet friendly cresce no Brasil
O aumento da oferta de transporte para animais acompanha a expansão do mercado pet brasileiro. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e do Instituto Pet Brasil (IPB), o setor movimentou cerca de R$ 75,4 bilhões em 2024, com crescimento de 9,6% em relação ao ano anterior.
A tendência também impulsiona o número de hotéis, pousadas e demais estabelecimentos que aceitam animais de estimação, permitindo que cada vez mais famílias incluam seus pets nos roteiros de viagem.








