É comum falarmos em “morrer de felicidade” como uma forma de hipérbole, aqueles exageros propositais. Afinal, ninguém morrer de alegria… ou será que morre? Recentemente, foi publicado um relato de caso de uma condição raríssima conhecida como síndrome do coração feliz, que fez uma mulher de 65 anos ir parar no hospital após comparecer à festa de casamento de um dos filhos. O relato foi publicado na revista científica Oxford Medical Case Reports.
A mulher de 65 anos tinha um histórico médico de hipertensão, diabetes tipo 2 e colesterol alto e foi procurar o pronto socorro com dores no peito e falta de ar. Meses antes, ela tinha feito exames pedidos por um cardiologista que apresentaram resultados normais.
Ao refazerem os exames, os médicos observaram que a paciente apresentava resultados confusos, parecidos com o que o coração sofre em cenários de felicidade avassaladora. Foi aí que a equipe diagnosticou a paciente com a síndrome do coração feliz, que pode ser reversível, mas fatal em casos mais graves. Como foi diagnosticada a tempo, a mulher foi tratada corretamente e recebeu alta. “Ela está ansiosa para testemunhar os momentos mais felizes de seus outros filhos nos próximos anos”, escreveram os autores no relato.
Síndrome do coração feliz
Essa condição é um subtipo raro da síndrome de Takotsubo ou cardiomiopatia de Takotsubo. Diferente da sua “prima” mais conhecida, a síndrome do coração partido, a síndrome do coração feliz é desencadeada por eventos emocionais positivos. De acordo com o jornal O Globo, os autores do estudo de casa explicam que “ambas as condições envolvem a ativação do sistema nervoso simpático e um aumento de catecolaminas, mas as respostas neuro-hormonais podem diferir dependendo da valência emocional”.








