O vírus do Nilo Ocidental representa uma ameaça crescente na fronteira entre Portugal e Espanha. Autoridades espanholas detectaram mosquitos infectados nas cidades andaluzas de La Puebla del Río e Coria del Río neste mês de julho, levando à emissão de um alerta.
A crescente preocupação se justifica por casos já confirmados anteriormente nas localidades de Pulpí, Torredonjimeno e Constantina. Essa situação destaca como as condições ambientais, como mudanças climáticas, facilitam a propagação do vírus.
Expansão pela Andaluzia
A conexão entre a proliferação do vírus e as mudanças climáticas é clara. As crescentes temperaturas e níveis de umidade na Europa criaram condições ideais para a disseminação de mosquitos vetores Culex, responsáveis pela transmissão do vírus do Nilo Ocidental.
Entre 2024 e 2026, a Andaluzia registou casos humanos de febre do Nilo Ocidental. No ano em curso, dois casos foram confirmados, evidenciando que a região enfrenta um desafio persistente.
Transmissão e sintomas do vírus
A transmissão do vírus ocorre principalmente através de mosquitos que, por sua vez, o adquirem de aves infectadas. Em humanos, a maioria das infecções não apresenta sintomas.
Contudo, cerca de 20% dos casos podem manifestar sintomas como febre e dor de cabeça, com 1% dos casos evoluindo para complicações graves, como encefalite, especialmente em grupos de risco como idosos.
Sem vacinas disponíveis, a prevenção é a estratégia mais eficaz. Autoridades recomendam o uso de repelentes e a instalação de telas nas janelas. Intensificar a vigilância e as medidas de contenção ao longo da fronteira ibérica é visto como crucial para impedir a disseminação do vírus.








