Mesmo cumprindo pena por estupro coletivo, o ex-jogador Robinho continua proprietário de uma mansão localizada no condomínio Jardim Acapulco, um dos empreendimentos residenciais mais exclusivos do litoral de São Paulo. Avaliado em aproximadamente R$ 10 milhões, o imóvel fica no Guarujá e integra um condomínio conhecido por reunir empresários, atletas, artistas e personalidades da televisão.
A residência ganhou atenção enquanto a defesa do ex-atacante busca, no Supremo Tribunal Federal (STF), mudanças na execução da pena que possam permitir a progressão de regime. Robinho está preso desde março de 2024, após a Justiça brasileira homologar a sentença da Itália que o condenou a nove anos de prisão por estupro coletivo cometido em 2013.
Antes da prisão, Robinho utilizava a mansão no Jardim Acapulco como uma de suas residências na Baixada Santista. O condomínio, localizado na Praia de Pernambuco, possui cerca de 3,2 milhões de metros quadrados, dos quais aproximadamente 600 mil metros quadrados são destinados à preservação ambiental.
O empreendimento abriga mais de 2,4 mil lotes e cerca de 1,5 mil residências, além de oferecer infraestrutura semelhante à de um bairro planejado. Entre os serviços disponíveis aos moradores estão segurança 24 horas com monitoramento por câmeras, ambulatório médico, ambulância permanente, transporte interno até a praia, supermercado, shopping, clubes, restaurantes, piscinas, quadras esportivas, salões para eventos e diversas áreas de lazer.
Entre os proprietários de imóveis no condomínio estão personalidades como Neymar, Marquinhos, José Luiz Datena, Milton Neves, a skatista Leticia Bufoni e empreendimentos ligados à família do empresário Silvio Santos.



Cobertura em Santos também está à venda
Além da mansão no Guarujá, Robinho colocou à venda a cobertura onde morava em Santos, anunciada por R$ 9,99 milhões. O imóvel possui 431 metros quadrados distribuídos em dois pavimentos e está localizado em um condomínio de alto padrão na orla do bairro Aparecida.
A cobertura conta com três suíte, incluindo uma suíte master com hidromassagem, dois closets, camarim e escritório, salas de estar, jantar e TV, área gourmet, piscina privativa, sistema de câmeras, portas blindadas, dependência de empregada, seis banheiros, dois lavabos e cinco vagas de garagem.
O anúncio informa que a venda é realizada no modelo “porteira fechada”, incluindo móveis e eletrodomésticos. O imóvel também possui despesas mensais de aproximadamente R$ 6 mil de condomínio e R$ 1,8 mil de IPTU.
Defesa tenta alterar classificação da condenação
Nesta semana, os advogados do ex-jogador protocolaram novo pedido no STF para obter liberdade condicional. Como a Corte está em recesso, a análise ficará inicialmente sob responsabilidade do presidente em exercício, ministro Alexandre de Moraes.
A estratégia da defesa é afastar a classificação de crime hediondo aplicada à execução da pena no Brasil. Segundo os advogados, caso esse entendimento seja aceito, Robinho já teria cumprido o tempo necessário para pleitear benefícios como progressão para regimes menos rigorosos, considerando também o período de remição da pena já reconhecido pela Justiça.








