A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, passou a integrar a lista anual de bilionários da Forbes e se tornou a mulher mais jovem do mundo a alcançar o status de bilionária por conta própria. Cofundadora da plataforma de mercados de previsão Kalshi, ela acumula patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 6,7 bilhões), após a forte valorização da empresa, que atingiu valor de mercado de aproximadamente US$ 11 bilhões (R$ 58,8 bilhões).
Com a conquista, Luana supera a norte-americana Lucy Guo, cofundadora da Scale AI, de 31 anos, que ocupava a posição desde o ano passado.
A ascensão da empresária ocorreu após uma rodada de investimentos concluída no fim de 2025, quando a Kalshi captou US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões). O aporte foi liderado pela gestora Paradigm, especializada em criptomoedas, e contou ainda com investidores de peso do mercado de tecnologia, como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator.
A operação elevou significativamente o valor da companhia. Segundo a Forbes, a Kalshi saiu de uma avaliação de US$ 2 bilhões em junho de 2025 para US$ 11 bilhões apenas seis meses depois, multiplicando seu valor em mais de cinco vezes.
O crescimento também levou o cofundador da empresa, Tarek Mansour, a ingressar na lista global de bilionários.

Plataforma permite apostar em eventos econômicos e políticos
Criada nos Estados Unidos, a Kalshi opera como um mercado de previsão, no qual usuários negociam contratos baseados na probabilidade de determinados acontecimentos ocorrerem.
Entre os temas disponíveis estão indicadores econômicos, como inflação, além de eventos políticos e decisões governamentais. O modelo funciona de maneira semelhante a um mercado financeiro, permitindo que investidores negociem expectativas sobre diferentes cenários futuros.
Da dança ao empreendedorismo
Natural de Belo Horizonte, Luana passou parte da infância em Timóteo (MG), Niterói (RJ) e Joinville (SC). Filha de um engenheiro e de uma professora de matemática, destacou-se desde cedo em competições acadêmicas, conquistando a Olimpíada Brasileira de Astronomia e ficando entre os primeiros colocados na Olimpíada de Matemática de Santa Catarina.
Antes de seguir carreira na tecnologia, dedicou-se ao balé profissional. Estudou na Escola do Teatro Bolshoi de Joinville, única filial da tradicional instituição russa fora da Rússia, e chegou a realizar apresentações na Áustria. Em entrevistas à Forbes, relatou o rigor extremo dos treinamentos, que incluíam métodos utilizados pelos professores para testar resistência física e disciplina.
Posteriormente, Luana mudou-se para os Estados Unidos, onde cursou Ciência da Computação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), com bolsa da Fundação Estudar, organização apoiada pelo empresário Jorge Paulo Lemann e outros investidores.
Além do MIT, ela também foi aprovada em universidades de prestígio como Harvard, Yale e Stanford, antes de iniciar a trajetória que culminaria na criação da Kalshi e na entrada para o seleto grupo de bilionários que construíram a própria fortuna.








