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Enquanto o carro Zero KM mais barato do Brasil custa R$ 82.790, motoristas encontram caminho alternativo para comprar veículos por menos de R$ 10.000

Por Pedro Silvini
23/07/2026
Em Geral
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IPVA

(Reprodução/Shutterstock)

O aumento do preço dos automóveis novos tem levado muitos brasileiros a buscar alternativas no mercado de usados. Com o modelo zero-quilômetro mais barato do país custando R$ 82.790, compradores têm encontrado anúncios de veículos por menos de R$ 10 mil. Apesar do valor atrativo, especialistas alertam que esses carros costumam apresentar irregularidades na documentação, débitos elevados ou restrições que podem impedir sua circulação legal.

Atualmente, o Renault Kwid é o veículo 0 km mais barato do mercado brasileiro em preço de tabela. Enquanto isso, plataformas de compra e venda exibem ofertas de carros antigos por valores muito inferiores, normalmente classificados como “só para rodar”.

Essa categoria reúne veículos que continuam funcionando mecanicamente, mas apresentam problemas documentais ou administrativos que reduzem drasticamente seu valor de mercado.

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Entre os modelos mais comuns nessa faixa de preço estão:

  • Fiat Uno (anos 1990 e início dos anos 2000);
  • Volkswagen Gol G2 e G3;
  • Chevrolet Corsa Wind;
  • Ford Ka das primeiras gerações;
  • Fiat Palio Fire.

Na maioria dos casos, o baixo preço está relacionado a situações como IPVA e licenciamento em atraso, multas acumuladas, ausência de transferência de propriedade, inventários pendentes, alienações, restrições decorrentes de sinistros ou problemas envolvendo motor e chassi.

Regularização pode custar mais do que o veículo

Segundo o Ministério dos Transportes, motoristas flagrados circulando com veículos sem a documentação obrigatória estão sujeitos às penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), incluindo multa, remoção do automóvel ao pátio e retenção até a regularização de todas as pendências.

Em diversos casos, o valor necessário para quitar impostos, multas e demais débitos supera o próprio preço pago pelo veículo, tornando a compra financeiramente desvantajosa.

Mercado de usados registra queda nos preços

Dados do Índice Webmotors mostram que os preços médios dos carros usados com motor a combustão recuaram 1,97% no primeiro semestre de 2026, uma desvalorização superior à registrada no mesmo período do ano passado.

Já os veículos zero-quilômetro apresentaram comportamento mais estável, com variação negativa de apenas 0,30% no semestre. Segundo a plataforma, essa diferença reflete uma demanda mais consistente pelos modelos novos, enquanto o segmento de usados enfrenta maior concorrência e necessidade de redução de preços para estimular as vendas.

Nos veículos elétricos, a desvalorização também perdeu força em 2026, tanto entre os modelos novos quanto usados.

Concorrência ajuda a reduzir preços dos carros novos

Apesar de o Renault Kwid continuar acima dos R$ 80 mil, o mercado automotivo brasileiro começou a registrar redução no preço médio dos veículos novos após vários anos de altas consecutivas.

Estudo da Bright Consulting aponta que o preço público médio dos automóveis leves caiu de R$ 172,5 mil em 2025 para R$ 170 mil em junho de 2026. O valor efetivamente pago pelos consumidores também diminuiu, passando de R$ 157,7 mil para R$ 152,1 mil.

Entre os fatores que explicam essa mudança estão o aumento da concorrência e a expansão das montadoras chinesas no Brasil. Atualmente, mais de 15 marcas do país asiático disputam espaço oferecendo modelos com maior nível de tecnologia, equipamentos de assistência à condução, conectividade e acabamento sofisticado por preços competitivos em relação às fabricantes tradicionais.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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